
Foi enterrado ontem (6), o artista plástico cearense Aldemir Martins (83) eternizado pelas pinturas de gatos,cangaceiros e coqueiros. Nem mesmo a saúde debilitada e um derrame impediram o gênio de Aldemir Martins de criar ininterruptamente, ora em cartão, outrora em tela e até mesmo em pratos.
Da cidade de Ingazeiras, nascido em 8 de novembro de 1922, Aldemir viu suas obras correrem o mundo em museus e coleções privadas na França, Suíça, Itália, Alemanha, Polônia, México, Argentina, Uruguai, Peru, Estados Unidos, Chile e Brasil.
Ele trabalhou com cenografia, desenhos de moda, joalheria, artes gráficas e tapeçaria. Sua última mostra individual, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), aconteceu em julho do ano passado, reunindo sete décadas de produção.
Aldemir, a exemplo do que já afirmara Dostoievski, conseguiu tornar-se universal graças a maestria com a qual dirigiu o seu pincel para retratar a sua aldeia, o sertão nordestino. Adeus Aldemir, um cearense do mundo!
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