
Não é que eu queira me gabar, mas passei um bom número de carnavais em Olinda e se há algo que posso contar ao querido internauta é que lá a brincadeira é séria.
Venha preparado para uma verdadeira maratona sexual, alcoólica e de corrida, afinal as ladeiras não são “bolinho”, preparo físico para que te quero, e você irá para cima e para baixo num vai-e-vem inebriante capaz de fazer o mais pudico ficar rubro pela ereção propiciada pelas ladeiras da cidade .
Você poderá agarrar mais mulheres em um só dia, do que você foi capaz de agarrar em sua vida inteira antes desta viagem à Sodoma e Gomorra de nossos tempos.
Não fique acanhado, pegue sua garrafa de Pau-do-Índio e vá à luta, afinal é de “batalhas que se vive a vida”, não tenha vergonha, afinal ninguém te conhece e hoje é Carnaval. Ninguém vai te levar a mal!
Comece com o fatídico Galo da Madrugada, escorregue pela ladeira da Matriz e não se esqueça do respeito aos escravos prestando homenagem aos negros na “Noite dos Tambores Silenciosos”.
O resto é alegria e gozo! Morena, mulata, índia, galega, negra, cabelo duro, liso, frango, macho, pero no mucho, enfim uma infinidade de opções prontas para vocês se esbaldarem.
Olinda é carnaval digno de Baco com muita gente, pele com pele, tesão, alegria, álcool , beijo, cantinho de rua, banheiro público, suor, amor, brinquedo e não há como parar ao entrar em Olinda.
Esqueça tudo que aprendeu sobre carnaval. Olinda é a cidade de Dionísio e de suas Bacantes, prazer é a regra, lazer é o sexo, vida é o álcool. Aqui a oração é feita aos Deuses antigos, mais afeitos ao amor livre.
Aqui você sabe onde começa, mas não sabe onde termina. Mata um leão a cada hora, vira noite vira dia, você quer cair, mas alguém te levanta, você olha como na música, “olhos nos olhos quero ver o que você faz….” , e só há de novo uma saída beijo, amor e frevo.
Tudo segue em ritmo rápido, coração, mente, folia seu tambor não sabe, mas ficou encantado com a cidade e com a magia,
Depois disso, longe de ti, Olinda, Carnaval é só saudade, não há senão outro coração batendo em ritmo de Maracatu, cantando a saudade da distância da Mãe África, que aqui para este pobre paulista chama Olinda, de amores, de cheiros e de odores.
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