
Calma, não fiquem preocupados com o título da nossa coluna de hoje, não é PCC (Primeiro Comando da Capital), afinal nós não somos o Gugu, viu?, mas sim PPC (Patrulha do Politicamente Correto), que resolveu atacar de vez o MPNM (Macho Pero No Mucho), depois que o Careca resolveu escrever um ótimo texto intitulado “Hollywood das Loucas” em uma escrachada referência ao filme “Gaiola das Loucas” e a fetichização, já ouviram falar do Bakhtin, do universo gay na indústria do consumo de massa.Muita gente reclamou, chamou o Careca, logo ele que está mais para lá do que para cá, de gay, enrustido, ignorante e uma série de ignomínias que a Internet possibilita a todo tipo de valentão, valentona ou pero no mucho.
Agora uma coisa que nos espantou foi a ignorância de alguns dos comentários e e-mails que chegaram até o MPNM. Reclamam do nosso português, chamam o site e o blog de homofóbico, agora convenhamos combatemos em última instância a burrice, por isso vamos aos fatos, gostaria de instruir nossos leitores gays sobre as estratégias de persuasão utilizadas pelos movimentos de defesa desta minoria especificamente, pois muitas pessoas batem no peito sem ao menos saber porque estão pensando desta ou daquela forma.
Em 1989, dois pesquisadores brilhantes graduados na Universidade de Harvard, Marshall Kirk e Hunter Madsen – o primeiro um pesquisador em neuropsiquiatria, e o segundo perito em táticas de persuasão públicas e estratégias sociais de mercado, ambos homossexuais, escreveram um clássico chamado “After the Ball: How América Will Conquer Its Fear & Hatred of Gays in the 90s” (Depois do Baile: Como os Estados Unidos Vão Dominar Seu Medo e Ódio de Homossexuais nos Anos 90).
Muitos dos argumentos utilizados por aqueles que nos criticam estão neste livro maravilhoso, que todo mundo deveria ler, mas que infelizmente pelo que pude notar nem mesmo parte dos militantes conhecem. Devo salientar que lideranças inteligentes como Luiz Mott, por exemplo, conhecem sem sombra de dúvida esta obra.
Quando gays, lésbicas ou simpatizantes nos definem como anti-homossexuais, eles tentam obviamente nos demonizar e apresentar-nos tão maus quanto possível, de tal modo que o público em geral se sinta constrangido na nossa presença e nos evite. O livro ainda recomenda: “tacha-los de nazistas, racistas, anti-semita e até mesmo excêntricos desequilibrados”.
Ora, vocês poderiam pelo menos conhecer um pouco sobre a própria história para evitar este constrangimento, ambos (Gordo e Careca), somos jornalistas temos um sem número de colegas gays com quem sempre tivemos um excelente relacionamento e só por não sermos homossexuais, ou até agora não sermos homossexuais, isso não nos torna um demônio medieval e preconceituoso que vocês gostariam.
Não vamos tornar o serviço de vocês mais fácil, abaixando nossas calças, pedindo arrego, desculpas por algo que verdadeiramente não tenha acontecido.
Para provar parte do nosso repúdio a censura a qual tentaram nos submeter, protestaremos como nos tempos da ditadura, publicando a seguir no texto abaixo uma receita de bolo, para mostrar que todo tipo de totalitarismo é burro, seja Hitler ou seja Stalin, não há inteligência onde há massa.
I’m sorry!
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