
Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões, não falaria em Deus nem no Pecado — muito menos no Anjo Rebelado e os encantos das suas seduções, não citaria santos e profetas: nada das suas celestiais promessas ou das suas terríveis maldições…
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,
Rezaria seus versos, os mais belos, desses que desde a infância me embalaram e quem me dera que alguns fossem meus!
Porque a poesia purifica a alma …e um belo poema — ainda que de Deus se aparte — um belo poema sempre leva a Deus!
Texto extraído do livro “Nova Antologia Poética”, Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 105. Tudo sobre Mário Quintana e sua obra em “Biografias”.
Nossa, que lindo este poema. Realmente a poesia embriaga e afaga nossa alma.
COMENTÁRIO:
Maria Helena,
É bem verdade que a poesia faz isso que você falou, mas como falta gente para entender o drama da existência em dias de fast food para tudo!!!!
Beijos poéticos,
Gordo