Sexo
28/03/2006 - 11h33
Sim, somos cachorros (au-au)
 
Li por aí que o GNT exibe algo chamado “Traga Seu Marido na Coleira”. Achei que era piada de feminista que esqueceu o Prozac na bolsa, mas não… Dizem que o programa é “sério”.
Pelo que eu entendi, uma pessoa (?) ensina mulheres casadas a arte de “treinar seus maridos” e resolver problemas conjugais. Tudo baseado na relação homens = cachorros.
Nem quis conferir. Acredito na crítica da Nina Lemos na “Folha de S.Paulo” e resolvi mandar essas linhas para uma tal Annie Clayton, apresentadora do petardo.
CARTA ABERTA PARA ANNIE CLAYTON
“Annie Clayton, meu anjo, eu, sinceramente, espero que a senhora receba belas mordidas nessas suas nádegas rechonchudas. E que sejam daquelas profundas, doloridas mesmo, dignas de um pit-bull enfurecido e sem focinheira.
Desculpe o tom meio raivoso (não tomei a vacina na última campanha da prefeitura), mas estou assim porque finalmente alguém levantou a voz, mugiu por aí (só pra ficar no duplo sentido animal) e divulgou para o mundo o segredo dos machos.
Sim, nós somos cães e você, diante de 17 anos de experiência como adestradora da cachorrada, percebeu isso e agora ganha uma bolada considerável e excelente repercussão balindo para os quatro cantos a verdadeira essência dos homens. Somos cachorros, au-au.
Mas precisava espalhar por aí? Agora é que ferrou de vez. Já somos tratados com pouca ração e alguns “passa, passa”, imaginem depois que a mulherada sacar que nosso DNA é 85% semelhante ao dos dogs? É, é isso mesmo, o Snoopy é nosso irmão. De sangue.
Tanta luta por nada. Abandonamos o triste andar de quatro em busca de poder. Tentamos mostrar nossa capacidade criando guerras e mundos. Mostramos virilidade e cobiça (desejos bem humanos, creio) ao erguer cidades. Exercemos o humor com Groucho e Jerry Lewis. Vibramos com os títulos do Corinthians. Babamos por Mônica Belucci. Caramba, onde foi que erramos? Humano, demasiado humano… E nunca deixamos a condição de cães.
Aí vem a senhora e nos desmascara. Coloca de volta a coleira em nosso pescoço, nos expulsa para a casinha, pede para não sujarmos mais o chão e nos dá biscoitos light como recompensa.
Imploro, por favor, um pouco de piedade para com esses bichos. Foi um trabalho árduo, complexo e cheio de concessões. Isso, até o Lula sabia. É um acordo tácito entre nós, os machos da espécie. Sabemos de nossa condição canina, mas nunca podemos contar a ninguém.
As pequenas não precisam saber de nada disso. O que a senhora ganha com a descoberta? Eu pago. Quanto custa essa brincadeira? Não ensine a nos colocar de volta ao mundo dos ossos, lambidas descontroladas e línguas para fora. Au-au. E outra: a gente é bem fofinho, vai…
Minha querida, chega dessa história. Ou então, me dê um daquelas bolas de borracha para enterrar no quintal. Au-au. Que coceira… Alguém sabe onde tem um poste?
Annie Clayton… GNT… Alguém… Au-au. Certos, somos cachorros. Mas nos tratem com dignidade, pô. Sem carrocinha. Mamãe, não quero virar sabão. Au-au. Com as mais sinceras lambidas, do seu bichinho,
Careca.”
por Careca
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dã
ae cachorrão…..vcs dão motivo po!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
merecem colera mesmo…………e não reclama não!
fala serio viu sr. careca!!!
atchim
bj
Cão que se preze tem que ser adestrado e andar de coleira, afinal é até proibido andar com cachorrinhos soltos por aí, até em parques públicos. Depois é só dar um ossinho que o bichinho vem todo feliz te encher de lambidas..rsss
Essa tal de Annie Clayton é solteira? Porque acho que falta homem pra ela!!!! Ou, provavelmente ela só conseguiu um cachorrinho na vida dela…
Tantas novidades no nosso mundo canino e eu aqui, procurando sarna pra me coçar e nem assim consigo. ? mundo injusto…mundo cão! bjos..
Grande descoberta dessa Annie, “os homens são cachorros”, essa é da época da minha avó!
Os homens não são cachorros, afinal de contas os dogs são dóceis e amigos. Pior do que isso é imaginar as mulheres. Meus alunos me perguntam o por quê da minha aversão ao funk. Sempre respondo a mesma coisa: 1º funk não é música é ruído sonoro cheio de desafinações sem linha melódica com mudanças na tonicidade das palavras = “tira a camisá” , não dá!!!! Ainda vem o pior: a geração da minha vó clamava pelo direito de votar, de usar calças compridas, a geração da minha queimou sutiã em praça pública e a minha geração briga até hoje por salários iguais na mesma função de um homem , aí vem um bando de funkeiro malandro coca-cola começa a cantar : “só as cachorras….” Não é que tem um monte de mulher que sai dançando e latindo…. Não dá, não dá não!!!!!!!!!!!!!!!!!!