
Pronto. Foi só a gente escrever aqui sobre o Macho-Pinguim, o mais ousado, perfeito e digno representante da espécie masculina, e já tem gente difamando o cidadão por aí. Ei, calma. As patrulhas já foram procurar as pedras e os paus (sem trocadilho). É que acho meio nonsense (reparem o termo “meio nonsense”) comentar em praça pública a possível homossexualidade dos bichinhos (ou bichinhas).
Certo, vou explicar o contexto. A história é tão bonita e singela que virou livro infantil. Prestem atenção. Era uma vez: dois pingüins. Um é o Roy. O outro se chama Silo. Mesmo sem largar aquela roupinha preta de garçom, os dois começaram a se curtir. Solitários numa jaula no zoológico de Nova York e sem nada pra fazer, resolveram… chocar uma pedra. Com essa pequena estupidez, eles achavam que seriam considerados loucos, portanto mais próximos dos humanos. Dessa maneira, pretendiam ser expulsos do zôo e largados no meio da Quinta Avenida, um habitat muito mais propício para malucos que tentam transformar pedras em filhotes.
Eis que o tiro saiu pela culatra. Os pingüins não contavam com o nível de doideira daqueles sujeitos que aparecem todos os dias do lado de fora da gaiola. Os caras lá da terra de Bush resolveram dar um ovo de verdade para os solteirões cuidarem. E os animais (aqui me refiro aos pingüins) fizeram o serviço direitinho e hoje são papais e mamães do Tango, um pinguinzinho gracinha e serelepe.
Até aí, beleza, mano. Só que observei diversas pessoas comentando que os pingüins gays são a nova sensação da comunidade GLSBLT. Como assim “gays”, meu? Pôxa. Preconceito, minha gente. Quer dizer que o Tom Selleck em “Três Solteirões e Um Bebê” mandava ver com seus companheiros? E o que dizer de Walter Matthau e Jack Lemmon em “Um Estranho Casal”? Acho isso uma tremenda sacanagem com os garotões do zôo. Vocês não podem rotular assim os meninos. Gays apenas por causa de uma adoção? Não li que eles praticam a tal dança do acasalamento do pingüim Imperador (aquele do filme). Volto a mencionar que não acho ofensivo o rótulo, mas sim o ato de rotular (sacaram?). 
Imaginem os pingüins lendo os artigos sobre sua história… Algo assim:
ROY – Ei, Silo, estão falando que somos gays… SILO – Não somos?
ROY – Sei lá. Troca-troca é homossexualismo? SILO – Mas fizemos isso quando éramos criança… Não quero ser bandeira de nenhuma tchurma.
ROY – Parece que dois machos não podem cuidar de outro… Muito menos viverem na mesma jaula. SILO – Roy, você está mesmo preocupado com isso?
ROY – Não. É que amanhã o Tango vai perguntar se a gente é gay… O que vamos responder? SILO – Nada. A gente coloca o menino no psicólogo. Os humanos têm resposta pra tudo.
ROY – Bela idéia. Ei, que tal nós três tirarmos esse uniforme ridículo e cairmos na água?
Abaixo aos rótulos. Viva os pingüins.
Meu caro amigo, conheço bem a história dos pingüins. Eles realmente são gays, pq eles copulavam. E como nunca havia cria, aí que eles se deram conta do que poderia ser. Até que confirmaram a suspeita. E daí que eles são Gays? Oq vc ou eu tem a ver com isso? Super normal. Na natureza tem exemplos aos montes. Isso tá parecendo é coisa de gente preconceituosa e discriminadora. Mal resolvida acima de tudo!
atenciosamente