
Oba. Acabei de ganhar um texto engraçadíssimo. Trata-se de uma reportagem sobre sexo oral publicada numa revista chamada “Ouse” (turma, sempre desconfiem de algo com este nome).
Vejam só meninas, vocês estão confusas, hein… Pelo menos segundo as professoras do sexo que editam mais essa violência da imprensa de Pindorama.
Já gostaria de mencionar que o bola-gato (boquete mesmo) é uma coisinha tão simpática, bonita e carinhosa que não merece esse tabu todo.
Basta saber o básico: é o músculo mais forte do corpo humano (me refiro à língua) brincando com outro pedaço de carne. É singelo, até. E engraçado algumas vezes (Woody Allen mostrou uma de suas personagens fazendo numa banana e ficou hilário).
Vamos lá. Just do it e beleza pura. Todo mundo pode ficar Odara, como cantaria aquele baiano. Não precisamos de tantos conselhos sobre sexo, certo? Por isso mesmo vocês sabem que aqui no MPNM apenas escutamos, jamais damos (conselhos e outras coisas também).
Resumindo: esqueçam as folhas e os almanaques. O famoso bola-gato é simplório e prático. O jingle imitaria o da Caixa: venha para o bola-gato você também.
Não se intimidem com os manuais e as frases de efeito da garotada. Pôxa, meus queridos, cada boquete tem sua volúpia própria, seu método, seu estilo, sua bossa, seu rebolado, sua saliva. Cada um vive e lambe como quer.
A língua do Guimarães Rosa tem um valor. A do Shakespeare outro. E são bem diferentes, não? O que dizer então de Goethe? E os gregos? Como diria aquele comercial: experimenta!
Pois bem. Os homens entrevistados na reportagem falaram besteira e, usando o português de Portugal, cagaram regras. Esqueçam. Eis algumas proferidas pelos tais machos de plantão:
“Não é para ir logo abocanhando.”
“Não gosto de sucção no meu saco, mas umas lambidinhas caem muito bem.”
“Eu não dispenso o efeito rosca.”
“Gosto de intervalos com assopradinhas no meio.”
“Gosto quando ela faz uma boa sucção e passa meu pênis pelo seu rosto.”
Sim senhora, é uma revista moderna e de atitude que publica esses conselhos. Bom, ok. Agora, olhem só as perguntas publicadas na “reportagem” (as respostas são cortesia deste sítio):
Pega mal fazer sexo oral em um homem com quem estou apenas começando um relacionamento?
MPNM: Se você pegar bem, nada pega mal (sacaram?).
Preciso bancar a “garganta profunda” para satisfazê-lo?
MPNM: O último “garganta profunda” que apareceu por aí derrubou o Richard Nixon. Portanto, às vezes, o efeito pode ser politicamente bem perigoso. É como saber atirar. Só use a arma se tiver condições psicológicas.
E se na hora do rala-e-rola me der uma vontade de golfar?
MPNM: Por isso sempre recomendo transar com um desses saquinhos que distribuem nos aviões ao lado da cama. São higiênicos e fazem com que nossos aparelhos continuem voando.
O que posso fazer se ficar com a boca seca?
MPNM: Verifique se seu parceiro não dormiu e ainda mantém o cidadão contente e trabalhando. Se mesmo assim você continuar com os lábios ressecados, consulte um médico, pois você está com problemas nas glândulas.
A imprensa me diverte, meu povo. O negócio é o seguinte em relação ao bola-gato: faça. E pare de ler essas coisas.
PS: A foto deste artigo é do Rio Boquete, no paraíso de mesmo nome.
Eita, então é esse tipo de reportagem que tem na revista UMA?
Tá vendo pq as mulheres estão cada vez mais burras! Pq ficam dando bola pra umas coisas inúteis desse jeito….. o problema de nós mulheres é a insegurança constante no próprio taco, isso sim, aí essas asneiras proliferam….. q triste!
Mas, adorei a crítica!