
Quero compartilhar uma coisa com vocês. Atenção: é um estudo polêmico e inédito, portanto qualquer informação publicada aqui pode me comprometer seriamente. Mas confio nas nossas nove leitoras. Se o Zeca Camargo tentar comprovar estas linhas no “Fantástico”, eu processo todas vocês.
Vamos lá. Estou em Arraial do Cabo (aliás, em um local sugerido pelo formidável Seu Manuel, notório crítico de viagens e autor -em breve- do blog “Camiseta por Baixo”) há alguns dias finalizando minha tese de mestrado (ou doutorado? não me lembro). O título da bagaça: “Novos Paradigmas do Comportamento da Fauna e Flora Estrangeira nos Lugares Públicos do Litoral Carioca”. Traduzindo: como a gringaiada se comporta nos botecos e restaurantes praianos após meia dúzia de biritas.
Vocês podem achar que isso é uma grande brincadeira. Mas não. O assunto é relevante e merece cuidados de nossas autoridades (diria que a violência em SP é fichinha perto do que estou por descobrir). Sob a orientação do venerável José Ortega Muñonez, professor sem mérito da universidade Defensores Del Chaco, do Chile, pretendo mapear as atitudes dos estrangeiros quando estão se divertindo na região dos lagos (sem duplo sentido) fluminenses (os vascaínos deixarei para depois da conquista da Copa do Brasil).
Com isso, mostrarei exatamente o que pensamos sobre nossos comparsas deste mundo (de meu Deus? ou do PCC?). Legal, né? Já entrevistei 50 garçons e dois pinguins de geladeira. Sim, tive que ingerir quantidade considerável de álcool. Tudo pela ciência exata dos botequins.
Adianto com exclusividade um trecho de tal compêndio (sinceramente espero que vocês não usem isso por aí…).
Por enquanto, eis certos resultados:
Povo mais pão-duro: argentino.
Povo mais generoso: suíço
Povo mais estúpido: argentino (mas só os de Buenos Aires -os de Mar del Plata são bacanas)
Povo mais gentil: chilenos
Povo mais galinha: italianos
Povo mais gay: espanhóis
Povo mais comilão: alemão
Povo com a maior quantidade de barangas: alemão
Povo que nunca aparece (categoria: cagando e andando para o resto do mundo): inglês
Povo com as melhores “cocotas” (aqui ainda falam assim): todos
Povo sem-noção do rídiculo: norte-americano (incluindo os canadenses)
Povo mais estúpido do que os argentinos: paulista
Estou indo bem, não? Agora, você me pergunta: e por que este texto está no sítio MPNM? Aliás, os mais inteligentes vão além e gritam: essa porra interessa pra quem?
Ora, direis, ouvir estrelas. Ou melhor, e vocês acham que mestrado (ou doutorado?) interessa pra alguém, cacete?
Agora preciso conversar com o Juan (simpático restauranteur que sabe tudo sobre os costumes locais) e tomar meu uísque. Leiam com cuidado os números acima. Revelam muito sobre nós. E, por favor, não publiquem por aí.
Os franceses são os mais frescos!