Macho pero no Mucho
 
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Sexo

08/06/2006 - 22h00

Na hora do adeus, as mulheres ficam com os culhões

Leiam o título de novo. Sacaram? Eis uma tradição milenar que deve ser destruída pelos ventos cáusticos e galhofeiros da nova sociedade MPNM. Há uma capa de revista que estampa o fatídico assunto destas linhas: por que os homens não conseguem terminar relacionamentos?

Sentem o cheiro da polêmica e da discussão calorosa? Pois é. Conversando com Ela, cheguei a algumas conclusões e venho para este púlpito cibernético proclamar meus sinceros elogios a todas vocês que conseguem roubar os culhões masculinos na hora de dizer adeus para um amor.

Ei, também já usei a terrível fraude do descaso, do far-play, do “deixe como está”, pra ver se a pequena chamaria o jogo pra si e colocaria as bolas entre as pernas para decretar o fim de caso.

Sinto calafrios ao escrever assim, mas a maioria dos machos tem uma dificuldade imensa de falar “bye, bye love”. Mesmo com tudo perdido, com a rotação invertida, com o Sol derretendo os pólos, com o mar virando sertão, eles jogam conversa fora até o outro lado tomar a decisão. Por quê?

Hoje percebo o tempo perdido nisso tudo, uma época que nem Proust conseguiria resgatar com suas Madeleines. Ai, ai, ai… Perdoai, senhor, eles não sabem o que fazem.

Maldito seja aquele emo-boy leitor de Kafka, fofo, parecido com o Thom Yorke, só que incapaz de olhar lá dentro, olhos nos olhos, e jogar tudo fora, pedir arrego, ir sofrer em paz nos botecos da esquina.

Maldito seja o cidadão que arrota valentia pelos becos, toma doses de orgulho com os amigos, adora proclamar seu esboço de inteligência, porém empurra as decisões com a barriga cheia de chope.

Maldito seja o homenzarrão astuto, hábil nos negócios, dono do mundo, mas sem um pingo de honestidade no momento de mandar sua Malu Mader passear.

Bendita seja aquela mocinha de olhos azuis, quase indefesos, chapinha decente, frágil mesmo nas emoções, mas forte o suficiente pra dizer “basta dessa triste ilusão”.

Bendita seja a menina que diz “eu te amo” como quem respira, que perdoa todas as fraquezas do macho, que chora em comercial de Omo, mas fala a verdade quando todos os sentimentos bonitos encontram a morte.

Benditas sejam as moças, diria Antônio Maria, capazes de raciocinar nos momentos de desespero e prometer o the end dos abraços e beijinhos.

Só elas sabem lidar com o fracasso. O sujeito cheio de pêlos fica ali, assistindo de camarote o fogo consumir a existência.

Ora, e por que os machos são assim? Humpf. Porque são covardes, queridas leitoras. Atrás desses culhões também bate uma fraqueza de espírito.

Por isso nós do sítio MPNM queremos resgatar um pouco da honestidade que sobrou aqui dentro. Reajam. Miremos no exemplo do Leão de “O Mágico de Oz”. Vamos seguir em busca de coragem.

Quanto a vocês meninas… Aproveitem. E chutem com gosto aquele traseiro quando perceberem que o sujeito não sabe direito o que quer. Divirtam-se com o triste espetáculo proporcionado por esses bundões que andam por aí.



por Careca

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1 Comentário »

César Ribeiro
2009-01-13 10:33:18

Acabou de acontecer comigo. Puta merda, como doi. Fiquei fazendo embaxadinha na grande área e tomei um chega prá lá, doi prá caralho… Nós homens somos uns bostas.

COMENTÁRIO:
Merecemos, meu amigo. Abraços e sorte,
Careca

 

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