
Calma, isto não quer dizer que a exemplo do nosso indigesto último presidente militar, Figueiredo, o escritor colombiano tenha montado em um cavalo e fraturado alguma coisa. A notícia é que sua cidade natal, Aracataca, que seria a base de seu realismo mágico, rejeitou a proposta de mudar de nome para Aracataca-Macondo, em homenagem a García Márquez.
Menos do que as 7.400 pessoas necessárias apareceram para o referendo sugerido pelo governo local. Macondo é o nome da cidade ficcional de sua obra-prima, “Cem Anos de Solidão”. No livro, o município é um lugar onde tudo pode acontecer. Como chover durante quatro anos depois de um massacre de agricultores, se fosse por aqui tinha acabado de parar de chover, quem lembra de Eldorado dos Carajás?
A casa de madeira onde ele nasceu e viveu com seus avós até os 10 anos de idade foi transformada em um museu. Foi ali que ele escutou as histórias de fantasma de sua avó supersticiosa, Tranquilina, que mais tarde virou personagem em seus romances.
Contemporâneos de “Gabo”, como é chamado o escritor, afirmaram aos jornalistas que ele era o típico menino criado pela vó. Nunca podia sair na rua, jogar bola ou empinar pipa. Eis, aí um caso raro que não confirma a regra, o zelo da vovó gerou um grande homem de expressão mundial e não um bundão com medo de tudo.
Parabéns vovó!!!!
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