
E os bares, botecos e biroscas de todo o país continuam produzindo discussões calorosas e rodas de malas sem alça. Mesmo com o futebol dominando as jogadas, ainda há espaço nos gramados para uma prorrogação regada a outros assuntos palpitantes e essenciais.
Infelizmente, parte do jornalismo esqueceu a graça em algum extinto hebdomadário dos anos 70 e hoje não mais procura a voz rouca das ruas. Pois bem, mas aqui o espírito de alguns saudosos picaretas geniais continua saindo na foto, assim a gente pratica o saudável hábito de beber a fonte, quer dizer, ir direto até a fonte.
Por isso escutamos tudo o que jamais deveríamos ouvir, filtramos mal e porcamente essas tralhas todas e publicamos neste sítio. Jornalismo do bom, meu. Coisa fina, irmão. Minto. O treco é antropológico, misturando as raízes do Brasil com um pouco de anfetamina e fumando tudo na casa-grande e na senzala.
Acabou aquela palhaçada de falar apenas sobre Brasil, Argentina, LulaGate, crise no Oriente Médio, filosofia, movimentos populares, qualidade das prostitutas tailandesas etc. Esquecendo a bola e a seriedade, eis aqui algumas polêmicas capazes de movimentar multidões. Pense nelas e você conseguirá papo por horas com qualquer público.
1.Vocês já viram as fotos do novo super-homem? Certo, o negócio não é falar sobre o tradicional modelito da cueca por cima da calça. Este mote é velho e sem graça. O que vale é mandar ver na análise sobre o tamanho da mala do super-herói (com duplo sentido). Ok, o papo parece assim meio afrescalhado. Mas todos terão um palpite. O importante é deixar claro que você só pensou nisso quando viu escrito em algum lugar. Jamais porque deu uma espiada no pôster, se impressionou e ficou tremendamente arrasado.
2.Se um homem não está com fortes dores de barriga, existe algum motivo para ele beber chá? Li por aí que os portugueses discutem muito isso, principalmente porque não curtem os ingleses. De qualquer forma, é outro tema palpitante. Já vi pessoas se atracarem (certo, depois foram embora juntos e aos beijos) por discordarem quando essa pergunta aparece num debate. A questão também pode ser formulada de um jeito ainda mais provocativo: seguinte macacada, homem que bebe chá sem estar com piriri joga no outro time?
3.É possível perdoar alguém por transar de meias? Eis outra questão infalível. Quando todos estiverem meio cabisbaixos, solte a bomba. Ah, meu amigo, a mesa pegará fogo. Lembre-se de contar uma história bizarra envolvendo meias, seu melhor amigo e a mãe de alguém que todos conheçam. É infalível.
4.Quando tudo estiver irremediavelmente perdido, as mesas vazias e o chope aguado, sempre dá pra salvar a noite com esta questão quase poética: logo pela manhã é melhor fazer sexo antes ou depois de escovar os dentes? Há quem diga que toda aquela movimentação das bactérias noturnas produz um delicioso afrodisíaco bucal. Outros gostam do cheirinho de hortelã dos dentifrícios. Alguns nem sabem mais o próprio nome ao acordar com uma tremenda ressaca… Fato: todos a-do-ram misturar sacanagem e escatologia numa mesma sentença.
Enfim, fique com essas dicas e esquente a roda (sem trocadilho) de amigos. Eu sei, eu sei… Não precisa agradecer. Nós fazemos isso de graça porque ainda acreditamos no jornalismo.
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