Macho pero no Mucho
 
  Procurar no site:  
 

Drogas

02/08/2006 - 16h02

A vida por um fio

O escocês naturalizado norte-americano Graham Bell foi macho o suficiente para inventar um negócio (e bota negócio nisso) improvável. Pra mim, a existência do telefone tem tanta lógica quanto o aparecimento do avião, do automóvel, do fax e da Mônica Bellucci. Ou seja, tudo isso é fruto da minha cabeça doentia e esquizofrênica.

Ou vocês acreditam mesmo que um treco de ferro pesando quilos e quilos de bois pode realmente passear pelos céus? Helloooooo! E ele ainda vai mais rápido do que um passarinho… Sei, sei… A Varig está aí (ou em algum hangar) para me deixar ainda mais em dúvida.

Qualquer dia desses, acordo e percebo que o Keanu Reeves está ao meu lado, nu, numa banheira cheia de gosma nojenta e com um treco enfiado na nuca. Ei, foi apenas uma citação ao “Matrix”, seus pervertidos. Ou então, logo mais vou sacar que sou cria de algum personagem de “Lost” (por favor, que eu pelo menos seja um dos Outros).

Mas não queria aporrinhar vocês com nada disso acima. A questão é mais simples e menos existencial. Hoje, parece que ninguém mais vive sem um TELEFONE. Outro dia mesmo observei um casal de namorados se conhecendo pela primeira vez pessoalmente depois de cinco anos de união. Eles viveram felizes para sempre enquanto usaram os planos de conversação da Vivo, Tim, Oi, Tchau e Até Logo. Quando se olharam e sentiram os cheiros, o mau hálito um do outro, os peitos de silicone da garota, a prótese peniana do sujeito… Danou-se.

Eu mesmo não lembro mais o nome do meu pai, mas sei que ele atende no 234-1525.

É possível conseguir qualquer coisa pelo telefone (até mesmo novos aparelhos). Sexo, amor, traição e o sorvete do América estão ao alcance de alguns dígitos.

Minha vizinha disse que lá no Japão eles assistem telenovelas e tudo em aparelhos menores do que a palma da minha mão. E eu nem sabia que tinha vizinha. Mas ela me ligou para passar seu número… Vai saber. Se eu precisar de algo, posso entrar em contato. Achei bom, pois os cinco metros que nos separam podem ser intransponíveis, já que neste espaço há fossos com jacarés, cobras venenosas e deputados sanguessugas.

O melhor mesmo é ficar em casa (pelo menos quem ainda tem uma) e curtir seu telefone. Quando eu era criança, lembro que meu pai contava sobre uma sociedade distante que vivia em bares, em convívio social e gostava de “bater papo pessoalmente”. Sinceramente, não sei o que é isso. Perguntei uma vez se eram os gregos. Ele mencionou algo sobre “paulistanos mesmo”. Também jamais ouvir falar em “paulistanos mesmo”. Acho que afundaram junto com a Atlântida ou foram conquistados pelo Alexandre, afinal ele era Grande.

Bom, quem conseguiu chegar até aqui ganha um brinde: o verdadeiro assunto deste artigo é… Esperem, preciso ligar para… Ahuahah (li que esta é a risada da moda na Internet). Essa embromação engraçada e inteligente é apenas para dizer que o macho de hoje (chamado de gorilassexual por este sítio) usa o telefone com parcimônia, apenas para marcar seus encontros emocionais e profissionais, ou então para fazer como o Donga, e compor o primeiro samba. De resto, ele faz tudo ali, ao vivo, desafiando a Matrix.

Pense nisso antes de atender esse trim-trim (ou seria uma música do U2?) que está te desconcentrando aí do lado. Parodiando a MeTeVe, desligue o fone e vá ler um livro (do Campos de Carvalho pode ser uma boa).

Alô? Alô? Vocês ainda estão aí?



por Careca

Outros artigos:
« Complexo do Oswaldo Montenegro ataca gorilassexuais
Se eu fosse mulher… »

Envie este artigo por e-mail

1 Comentário »

gabi
2006-08-05 14:02:22

ahhhhhhhhhhhh
entao é isso???

 

Todos os comentários passam por moderação, portanto não aparecerá assim que for enviado.

Nome (obrigatório)
Email (required - never shown publicly)
 


Newsletter

Digite seu mail aqui para receber o boletim MPNM



 
Novos artigos (RSS) | Anuncie no Macho pero no Mucho | site produzido por REC

Página principal | Sexo | Drogas | Rock'n roll | "Deu" na mídia | Frases | Equipe | Enquetes | Blog | Chat