
O nome dele é Neri Firigolo. Sei que não é lá essas coisas (o nome), mas o sujeito me parece um Macho Pero No Mucho arretado, porreta e arredio. Apesar da sonoridade de sua certidão de nascimento lembrar aquele imperador romano que lascou fogo na própria cidade, Neri Firigolo não é maluco nem usa ramos de oliva atrás das orelhas. Mas que tem alguma coisa estranha no DNA, isso tem.
Vejamos. Segundo minhas fontes na grande imprensa, ele é deputado estadual em Rondônia. Calma, destapem os narizes. Pra quem parou de ler o noticiário político e só pensa em como o Leão vai reerguer o Timão, eu explico o caso. Vinte e três dos 24 deputados da Assembléia Legislativa de Rondônia estão implicados na roubalheira revelada pela Operação Dominó da Polícia Federal. Além disso, “os polícia” acusaram autoridades do Executivo, Judiciário e Ministério Público do Estado.
É, um escândalo sim. E adivinhem qual o nome do ÚNICO companheiro que por enquanto se livrou dessa? Neri Firigolo, minha gente. É como querer jogar bonito no meio de um monte de perna-de-pau. É como achar dinheiro na rua, olhar e deixar ali, na esperança de que o dono volte pra buscar. É como rejeitar a maçã no Paraíso. Esse Neri…
Como o Neri conseguiu? Ele cospe no mar de lama e sai navegando seu barquinho, rumando para algum lugar misterioso. Nem vou atrás de outros informes para não me decepcionar. Prefiro acreditar que pelo menos um escapou do juízo final.
Esse Neri… Qual o segredo, pô? Esse Neri tem que escrever a cartilha de sobrevivência no inferno. Cara racional, meu. Ah, antes que me perguntem, ele é do PT.
O Troféu Macho Pero No Mucho do ano já tem um grande concorrente.

PROVOCA AÇÃO
Se Brasília fosse São Paulo… Quer dizer, se a capital dessa bagunça toda estivesse em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador… Em uma cidade, enfim… Quantos protestos já teriam acontecido em frente ao palácio?
ZUZUMMMM
“Zuzu Angel”, filme de Sérgio Rezende, traz um esforço cinematográfico mínimo (flashbacks, montagem rápida, um ou outro take criativo) e pelo menos duas belas seqüências:
- Elke Maravilha cantando em alemão (apesar da cara de saia justa da Piovani);
- e o final, os letreiros mesmo, com a música de Chico Buarque.
Aliás, a canção do vovô-garoto nos mostra tudo o que o filme poderia ser: dolorido, triste, melancólico e, acima de tudo, indignado.
Cadê a capacidade de indignação do nosso cinema? E de nosso povo?
esse é o cara fuja loco