Macho pero no Mucho
 
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Sexo

04/12/2006 - 10h20

Hay que endurecer (e sem ternura)

Passei uma semana na Argentina lançando as bases latino-americanas da revolução social proposta por este sítio.

Caso você ainda não tenha percebido, somos os responsáveis por difundir em solo brasileiro as teorias do novo macho (chamem de gorilassexual, Rodrigo Santoro ou troglodita mesmo).

Cansados de viver sob os domínios metrossexuais, abandonamos por instantes as latas de cerveja -e o sexo pago- e partimos para retomar o poder.

Para outros esclarecimentos, leiam o másculo artigo do companheiro Gordo (“Macho Pero No Mucho é o que, afinal?”).

Uma de nossas características é o egocentrismo e a megalomania. Por isso, não só atuamos fortemente do Oiapoque ao Chuí, como traçamos as mulheres dos vizinhos. Quer dizer, também agora entramos com bola e tudo em outros rincões da América Latrina.
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A invasão teve início por esses dias em Buenos Aires. Durante missão secreta, bebi vinhos baratos, assisti a shows de tangos legítimos, engordei dez quilos, visitei o estádio do Boca Juniors (ou era do River Plate, não me lembro), comi seis ou oito bois mal passados e observei o jeito de ser e de viver das pequenas portenhas.

E, obviamente, comprei um dicionário de palavrões. Excelente aquisição. Quem quiser o título completo, é só pedir. Além de aprender expressões fundamentais para a sobrevivência, como “vení chupá-me la pija, pobre infeliz”, há verbetes assim:

LECHE – f. fig. Sêmen “Te voy a llenar el culo de leche hasta que cagues crema pastelera, hijo de puta”.

Os caras são bons.

O mais afoito logo quer saber: “por que raios começar a revolução MPNM por Buenos Aires”? Ora, queridão, em qual cidade do mundo TODAS as bancas de jornal estampam pôsteres do Che Guevara e do Hommer Simpson? Lado a lado?

Em qual lugar do mundo um sujeito imune a viadagens como o Maradona seria tão cultuado?

Em qual canto deste planeta dançam tango só pra encoxar las chicas?
Onde mais o Menem é tripudiado 25 horas por dia?

Por lá, esse negócio de metrossexualismo, creminho e sopinha não pegou. A tchurma gosta do Chávez e do Chavito, cultua a loucura do Borges e bebe cerveja no almoço e vinho no jantar.

Já no aeroporto internacional de Ezeiza fui saudado aos pontapés, de forma macha. Várias vezes me xingaram nas ruas (apenas para marcar território) e sempre que pedia um tostado me olhavam feio. Perfeito.

Enquanto isso, observava todas as mulheres sendo xavecadas, abordadas, olhadas e assediadas. Gênios.

Trocamos (sem trocadilho) experiências profícuas e pertinentes.
mara
Em breve estenderemos nossos tentáculos por toda a América Latina. Meu workshop foi um sucesso. Digo que nem mesmo no lançamento deste sítio encontrei tantos amigos e pessoas interessadas em nossa vã filosofia.

El Gordo e El Carecón já são espécies de Bolívar do novo século. Hay que endurecer, siempre. E esquecemos esse negócio de ternura.

Viva la revolución MPNM!

Existem muitas pessoas lá fora querendo um tabefe amigo.

Para não dizer que não falei das flores, as pequenas de lá estão usando cabelo repicado e franja. Uma donzela muy hermosa é que me atentou ao fato. Antes que pensem besteira.

Viram por que elas gostam dos caras que hablan espanhol? Vamos recuperar nosso terreno, pôxa! Basta de Beckhan. Viva Maradona!



por Careca

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1 Comentário »

sergio
2007-06-12 15:14:27

sabe o que que o argentino têm mais que a gente,não?
Têm mais é que si fuder.
hahahahahahahahahaha

 

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