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Sexo

05/02/2007 - 10h56

Havaí: a Miami nipônica (Férias de Macho)

Ta bom já esfreguei na cara de todo mundo que o Havaí é uma delícia, agora há uma coisa que talvez alguns de vocês não saibam o arquipélago está para japonesada como Miami para os latinos, basta sair na rua para ver a quantidade de pequenas de olhos puxados a carregar sacolas para cima e para baixo.

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Mas os peludos não devem se enganar, as japonesas de lá nem de longe lembram a candura exibida em Memórias de uma Gueixa, pelo contrário são espécies de samurais queimadas de sol e valentes arriscam-se em ondas de pasmem, os mesmos 10 pés que este missivista enfrentou, e chafurdam na balada com a mesma ousadia, deixando muito marmanjo para trás.


Para brasileiros afeitos às nossas herdeiras mestiças do Kassato Maru, que chamamos carinhosamente de “japinhas”, ao melhor estilo Sabrina Sato, devemos ir logo avisando inglês é fundamental para uma abordagem profícua.


Elas surfam, nadam e compram, diga-se de passagem, não necessariamente nesta ordem. São bonitas, bem cuidadas e pasmem sorriem despudoradamente pelas ruas de Waikiki. Afinal, saíram de temperaturas baixíssimas da Terra do Sol Nascente para o generoso sunset havaiano com temperaturas entre 25º e 30º e uma brisa refrescante de inverno.


Para elas há bondinhos especiais escritos em japonês e nos quais só se fala japonês, elas vivem uma espécie de “Califórnia Dream” nas terras de Kamehameha, e como dizia aquela música descartável que durante algum tempo não saiu da nossa cabeça parecem não estar nem aí.


Agora uma coisa me preocupa, se todas elas querem tornar-se ocidentais, o que será daquela mulher meiga e introspectiva retratada nos filmes do mestre Kurosawa, o que será das gueixas treinadas para servir e o que será do amor no oriente quando Hana Bi, os fogos de artifício do amor estourarem neste quintal que virou o mundo depois da globalização?



por Gordo

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1 Comentário »

Carol
2007-02-07 19:44:39

Gordo,
Me identifiquei.
Quando cheguei no Havaí aluguei um carro. Um carro véio, automático e sem gasolina. Saí dirigindo (e chorando - bem mulherzinha) pelas curvas de Maui, quando ouvi uivos e gargalhadas. Olhei pelo retrovisor. Vi os japoneses \\\”chafurdando\\\”. Estavam num puta conversível, de pé, com os bracinhos bronzeados pro alto, pendurados pra fora, etc, etc. Foi tão surreal que comecei a rir muito. Os caras são bons.
Bjim,
Carol

RESPOSTA:  

? querida Carol, os caras estão com tudo, estou pensando em deixar de ser jornaleiro por aqui, para ser pedreiro por lá, afinal não precisa nem pagar academia e de quebra fica pertinho do Havaí.    

Beijo

 

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