
Adoro a Califórnia, mas odeio Los Angeles. A frase pode parecer contraditória, mas para quem já visitou Hollywood e seu sem número de artistas indigentes e a decrepitude do local depois das 22h, sabe muito bem do que estou falando.
A cidade é uma máquina de moer gente, todo mundo é mal educado e quando não se é odiado logo de cara, rapidamente acham algum motivo para odiá-lo, ora porque você é latino, outra porque você é negro, e pasmem outrora porque você é branco, até WASP sofre preconceito por lá.
Hollywood é uma farsa que o mundo resolveu acreditar, cumpriu-se um pacto de maldade, que agora tenta ser desfeito com atrações como o Tolerance Museum, o Getty Center e o LACMA todos museus interessantes para quem curte viajar, arte e reflexão compromissada com a vida e morte severina de milhões de jovens atores sonhadores que enchem os inferninhos da cidade, as danceterias e salas de audiência para tentar encontrar um lugar ao sol.
O que a maioria das pessoas não entende é que quanto maior a constelação maior a área de sombra a ser enfrentada e nesta cidade desértica a regra não é quebrada, as sombras ou o lado escuro da Força, parodiando um ícone da cinematografia local, está presente em uma dimensão para lá de estratosférica.
Agora adoro a Califórnia por suas simpáticas praias, algumas delas estão em Los Angeles, “acredite se quiser”, como anuncia o bizarro Ripley Museum que só poderia existir naquele lugar. Venice Beach é um exemplo disto, apesar de seu aspecto Kitsh como um pinguin de geladeira.
O roteiro das missões é o que há de melhor na Califórnia, Ventura Beach, Santa Mônica, Santa Bárbara, San Simeon e São Francisco são lugares imperdíveis para quem gosta dos saudosos anos 50 e dos Beach Boys.
Por essas cidadezinhas, adoro a Califórnia e a cultura de praia de lá, onde todo mundo lhe diz: “Take your time, man”. Ninguém nessas charmosos lugares está fazendo tudo de qualquer jeito até que a oportunidade de se tornar uma estrela de Hollywood bata à sua porta, pelo contrário todo mundo parece estar fazendo tudo da melhor forma possível, ou por ter surfado antes de ir trabalhar, ou por saber que irá surfar depois do trabalho e ponto final.
Para completar este texto que parece meio sem pé nem cabeça, fiz uma homenagem ao site em frente ao Teatro Chinês, posando na marca das mãos de Sofia Loren, coloquei as mãos onde imagino que aqueles belos seios naturais de outrora tenham pousado na ocasião dos festejos. Traduzindo, coloquei a mão no lugar onde a minha musa colocou os seios. Porca Miséria!
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