
Estava eu pensando, num destes dias ensolarados de verão, por que teria Deus, depois de ter feito o homem, criado a mulher?
Ora, Ele, como todo bom brasileiro, ao menos é o que todo mundo diz por aí, não teria feito seu primeiro pupilo com aquele esmero, caiu um pouco de cabelo no peito e nas costas, Ele deixou, terminou as partes íntimas de qualquer jeito, Ele botou um palitinho mascado entre as pernas do Adão e disse: “Ta ótimo!”, os pés então, são um caso de morte, uns dedões desproporcionais horrorosos e com cabelo. E a voz então, não dá! Pomo de Adão, cruz-credo!
Ele olhou para o cabra e disse: “Eita, não é possível, ficou ruim, vou fazer outro, mas desta vez vou caprichar”.
Daí, ele criou a mulher, aquela maravilha curvilínea, prova da dedicação Dele à elas, uns seios arredondados, uns “pitombinhas” e outros melões, e como se isso não bastasse para aquelas que não ficassem contentes nem com um nem com o outro, Ele inventou o silicone.
Depois foi a vez do bumbum, os peras são meus prediletos, mas há aqueles que preferem os abóboras, mais achatados, ou ainda os bumbuns saúvas, enormes e perigosos. Isso para não falar nos genitais, na mulher ele traçou umas flores sem igual , umas mais carnudas, outras mais tímidas, mas todas lindas, como rosas desabrochando durante uma eterna primavera, pulsando em busca de um caule que as sustente.
E lá vem eu, podólatra, não inveterado, pois este título ninguém tasca do Glauco Matoso, analfabetos não me denunciem, procurem no dicionário pó-dó-la-tra, não tem nada a ver com a prática de um ou outro sacerdote americano, hein! Os pés delas são algo realmente genial, podem ser em formato pão-francês, macio e mais alto no centro, ou ainda meia lua, branquinho e com uma curva acentuada na parte debaixo, bom deixa eu parar, só os pés já valem outro texto.
Aí, sim, Ele caprichou, mas tanto, tanto, tanto, que ficou impossível para aquele cara feio, peludo, com uns dedões horrorosos, voz de trovão e pomo de Adão, sem falar aquele palitinho mastigado entre as pernas, escolher entre tanta belezura. E como uma abelhinha, lá foi aquela feiúra polinizar florzinhas por todo planeta, reconhecendo em cada uma sua porção de beleza: nas loiras a alvura que lhe cegava, nas negras a escuridão que o acolhia, nas orientais o sol que nascia, nas morenas a tez do meio-dia.
E o cabra nunca mais foi feliz, sem ter com cada uma seu colóquio de amor, nunca mais pode juntar cada instrumento para fazer uma sinfonia, e a isso Ele e aquele sacerdote, chamaram de santa monogamia!!!!
gordo
isto e um verdadeiro poema a melhor coisa de Deus inventou ou criou,seja la como Deus
quiser.
Salve as mulheres e que Deus não me desampare.
Gordo, vc escreve mal. O texto é meio confuso, tente melhorar.
No mais, tô com o Luis Fernando Verissimo: os homens vieram do macaco, mas a mulher não. A minha mãe, pelo menos, não!!!
RESPOSTA:
Não é só o texto que é meio confuso, a vida também, meu querido. Agora, você usualmente a cada participação cita tanta gente, talvez tentando demonstrar uma certa erudição, que faz eu pensar em quão confusa pode ser a sua cabecinha.
Mas em todo caso, vou me esforçar, e se não for possível chegar ao seu nível, grande leitor de Deleuze e Kafka, peço que me perdoe e continue acessando o site, ao menos para ler os textos do meu querido amigo Careca, ok?
Beijo,
Gordo