
Olha, não está sendo fácil, não vou mentir,eu garoto criado na praia, diga-se de passagem quando ainda havia gatinhas no litoral sul de São Paulo e Itanhaém, pasmem, possuía ricos e famosos, além de um Iate Club badalado, onde acontecia um Carnaval muito divertido e família.
Hoje não resta nem sombra do que essa cidade e outras como Peruíbe ou o antes “chiquérrimo” Guarujá foram no passado.
Até mesmo Maresias, começa a se render ao fenômeno da “Barangagem”, ou seja , mulheres usando cabelos horrorosos, via de regra loiros, com mini-saias que exibem grosseiramente celulites do tamanho de crateras lunares, mini-blusas para lá de bregas, onde os pneus impedem ao interlocutor entender onde começa a cintura e termina a barriga.
Tudo isso, seria apenas o resumo de mais um dia de praia, nestes “pentelhésimos” anos 2000 e pouco, se não fosse uma das cenas mais canhestras que pude presenciar no auge dos meus 32 anos de praia: duas “barangas” rolando na porrada, enquanto a praia inteira se divertia olhando a cena.
Atônito, parei para pensar, meu Deus, o que houve com a praia dos maconheiros, dos surfistas, dos hippies, que não são lá modelo de limpeza, mas ao menos prezam pela paz e amor, ou ainda das adolescentes que esperam ansiosas ao primeiro flerte entre as barracas de família?
A praia definitivamente está se tornando terra de ninguém e como quase tudo que é público no Brasil, ao findar o dia é enorme a quantidade de lixo deixada por lá, sem dó nem piedade.
Aos “mauricinhos de plantão”, que devem pensar, esse colunista é pobre só fala do litoral sul, peço que façam o mesmo exercício de observação na Praia Grande de Ubatuba, no Lázaro ou na Praia das Toninhas, o mesmo vale para quem vai para São Sebastião ou Bertioga, olhem o que as praias estão virando.
Para mim, sem sombra de dúvida, a culpa deste fenômeno deve ser atribuído àquele tipo de mulher descrito acima, elas enfeiam o lugar e criam um clima de animosidade no ambiente, sem falar nos donos de barraca nas praias tidas como chiques, que chegam a cobrar uma consumação mínima de R$ 50 para você utilizar o serviço do bar e não permitem essa “choldra” invadir a praia, mas em compensação infestam o ambiente com o que aquelas meninas malucas gostariam de ser: mulheres loiras, com botox “mini-derrame” na cara e um homem de alma sebosa para pagar a conta.
São as duas faces de uma mesma moeda, a falta de civilidade no Brasil. Tanto a “baranga” que vi brigando na praia, quanto a perua que se sujeita a pagar a propina para usar o espaço público apropriado indevidamente pelo dono da barraca, são fenômenos que só uma sociedade doente acomoda.
Quero minhas praias de volta, limpas, legais e sem “barangas” ou “peruas”, quero que elas se adaptem para ir à praia e não às praias se adaptem para recebê-las. Uma vida saudável começa na praia, caso você seja imbecil, pobre ou rico, por favor, fique onde está.
Como assídua frequentadora do litoral Norte (não, não sou patricinha, apenas moro em SJCampos), posso dizer que regiões como Ubatuba e afins sofrem com a invasão de barangos e barangas apenas em parte da alta temporada e feriados. E mesmo assim sempre há um roteiro de fuga.
Fora dessas datas, o litoral Norte é um paraíso.
Só Ubatuba, agora, é um lugar que deve ser evitado, em razão da epidemia de dengue.
Bjinhos
Bom eu sou pobre e vou sempr pra Mongaguá…na minha infância e adolescência era uma praia de família, no qual apenas pessoas bonitas ou no minimo normais iam. Os velhinhos ficavam na praça conversando até altas horas e era incrivel a quantidade de menininhas gatas que eu flertava na praia…onde eu ia sempre tinha umas garotas bonitas, com a familia, comportadas e insinuantes…
Hoje eu ando pela praia dá até arrepio com o q uevejo…não sei qual a é a pior coisa: a sujeira do mar, da areia ou a poluição visual. Barangas ouvindo funk carioca de um opalão com insulfilm e a mensagem no vidro “NOIS CAPOTA MAS NOIS NAO BREKA”, dançando (se pode se chamar de dança) até o chão, mostrando tanta feiura que da vontade de ser cego…e as menininhas bonitinhas e as familias etc…bom, esses ja nao estao mais por la…uma pena…
Abraço