Macho pero no Mucho
 
  Procurar no site:  
 

Sexo

02/04/2007 - 12h20

Vi 2 barangas brigando na praia

Olha, não está sendo fácil, não vou mentir,eu garoto criado na praia, diga-se de passagem quando ainda havia gatinhas no litoral sul de São Paulo e Itanhaém, pasmem, possuía ricos e famosos, além de um Iate Club badalado, onde acontecia um Carnaval muito divertido e família.

Hoje não resta nem sombra do que essa cidade e outras como Peruíbe ou o antes “chiquérrimo” Guarujá foram no passado.

Até mesmo Maresias, começa a se render ao fenômeno da “Barangagem”, ou seja , mulheres usando cabelos horrorosos, via de regra loiros, com mini-saias que exibem grosseiramente celulites do tamanho de crateras lunares, mini-blusas para lá de bregas, onde os pneus impedem ao interlocutor entender onde começa a cintura e termina a barriga.

Tudo isso, seria apenas o resumo de mais um dia de praia, nestes “pentelhésimos” anos 2000 e pouco, se não fosse uma das cenas mais canhestras que pude presenciar no auge dos meus 32 anos de praia: duas “barangas” rolando na porrada, enquanto a praia inteira se divertia olhando a cena.

Atônito, parei para pensar, meu Deus, o que houve com a praia dos maconheiros, dos surfistas, dos hippies, que não são lá modelo de limpeza, mas ao menos prezam pela paz e amor, ou ainda das adolescentes que esperam ansiosas ao primeiro flerte entre as barracas de família?

A praia definitivamente está se tornando terra de ninguém e como quase tudo que é público no Brasil, ao findar o dia é enorme a quantidade de lixo deixada por lá, sem dó nem piedade.

Aos “mauricinhos de plantão”, que devem pensar, esse colunista é pobre só fala do litoral sul, peço que façam o mesmo exercício de observação na Praia Grande de Ubatuba, no Lázaro ou na Praia das Toninhas, o mesmo vale para quem vai para São Sebastião ou Bertioga, olhem o que as praias estão virando.

Para mim, sem sombra de dúvida, a culpa deste fenômeno deve ser atribuído àquele tipo de mulher descrito acima, elas enfeiam o lugar e criam um clima de animosidade no ambiente, sem falar nos donos de barraca nas praias tidas como chiques, que chegam a cobrar uma consumação mínima de R$ 50 para você utilizar o serviço do bar e não permitem essa “choldra” invadir a praia, mas em compensação infestam o ambiente com o que aquelas meninas malucas gostariam de ser: mulheres loiras, com botox “mini-derrame” na cara e um homem de alma sebosa para pagar a conta.

São as duas faces de uma mesma moeda, a falta de civilidade no Brasil. Tanto a “baranga” que vi brigando na praia, quanto a perua que se sujeita a pagar a propina para usar o espaço público apropriado indevidamente pelo dono da barraca, são fenômenos que só uma sociedade doente acomoda.

Quero minhas praias de volta, limpas, legais e sem “barangas” ou “peruas”, quero que elas se adaptem para ir à praia e não às praias se adaptem para recebê-las. Uma vida saudável começa na praia, caso você seja imbecil, pobre ou rico, por favor, fique onde está.



por Gordo

Outros artigos:
« “Um amigo chega à boate, pôe-me as mãos sobre os ombros…”
“Mulher a gente só manda embora depois de procurá-la bem …” »

Envie este artigo por e-mail

2 Comentários »

Adriana Coutrinho
2007-04-03 11:47:53

Como assídua frequentadora do litoral Norte (não, não sou patricinha, apenas moro em SJCampos), posso dizer que regiões como Ubatuba e afins sofrem com a invasão de barangos e barangas apenas em parte da alta temporada e feriados. E mesmo assim sempre há um roteiro de fuga.

Fora dessas datas, o litoral Norte é um paraíso.

Só Ubatuba, agora, é um lugar que deve ser evitado, em razão da epidemia de dengue.

Bjinhos

 
Machauvinista
2007-04-06 22:35:43

Bom eu sou pobre e vou sempr pra Mongaguá…na minha infância e adolescência era uma praia de família, no qual apenas pessoas bonitas ou no minimo normais iam. Os velhinhos ficavam na praça conversando até altas horas e era incrivel a quantidade de menininhas gatas que eu flertava na praia…onde eu ia sempre tinha umas garotas bonitas, com a familia, comportadas e insinuantes…
Hoje eu ando pela praia dá até arrepio com o q uevejo…não sei qual a é a pior coisa: a sujeira do mar, da areia ou a poluição visual. Barangas ouvindo funk carioca de um opalão com insulfilm e a mensagem no vidro “NOIS CAPOTA MAS NOIS NAO BREKA”, dançando (se pode se chamar de dança) até o chão, mostrando tanta feiura que da vontade de ser cego…e as menininhas bonitinhas e as familias etc…bom, esses ja nao estao mais por la…uma pena…
Abraço

 

Todos os comentários passam por moderação, portanto não aparecerá assim que for enviado.

Nome (obrigatório)
Email (required - never shown publicly)
 


Newsletter

Digite seu mail aqui para receber o boletim MPNM



 
Novos artigos (RSS) | Anuncie no Macho pero no Mucho | site produzido por REC

Página principal | Sexo | Drogas | Rock'n roll | "Deu" na mídia | Frases | Equipe | Enquetes | Blog | Chat