
Tenho uma amiga chamada Veruska, ela bem sabe o que diz, quando fala sobre homem. Dama da noite, afirma ter rodado mais que pneu meia-vida em caminhão cegonheiro, traduzindo para os metrosexuais de plantão, aqueles caminhões enormes que carregam montes de automóveis de leste a oeste e de norte a sul, sem parar para dormir. Cá entre nós, sejamos francos e deixemos os maneirismos de lado, ela “deu mais que chuchu na cerca”, sempre quis usar esta expressão, mas nunca tive oportunidade, aliás diga-se de passagem nunca vi leguminosa cair do lado de cá da minha cerca, vai sempre para o lado do vizinho.
Veruska já aturou todo tipo de homem. “Chimbador”, velhos e moços que vão aos “cabarés” apenas para roçarem nas quengas. Violento, geralmente esse tipinho é composto em sua maioria por jovens fortes que depois de se empanturrarem com o bom e velho sexo, enchem a cara das meninas de porrada, ao melhor estilo “maldita Geni”. Há o chorão, aquele que depois de uma birita se enche de coragem para “pagar de patrão” na casa, mas quando passa o efeito do álcool e de um ou outro psicotrópico desaba a chorar porque não sabe como vai pagar a loucura que cometeu.
Entre os inumeráveis e incontáveis homens pelos quais passou, com alguns afirma categoricamente que teve prazer, já com a maioria teve lucro, enquanto com alguns, poucos eleitos, Veruska afirma ter amado.
Do ápice de seu trono inconteste, ela afirma em alto e bom som para quem quiser ouvir, que de todo tipo que passou por sua cama o homem bonzinho é o ó …….
Para ela não há nada mais broxante do que um homem bonzinho, ela afirma categoricamente que eles são a companhia mais desagradável para qualquer tipo de mulher, seja ela dama, puta, adolescente, lésbica ou tarada mesmo.
A teoria de Veruska baseia-se na idéia central de que homem bonzinho não trepa nem faz amor, faz sexo; homem bonzinho não procura terrenos inexplorados, se contenta com a estrada pronta e a terra arada; homem bonzinho é como uma agasalho, não tem coragem de atrapalhar como um cara mala, mas se você não está usando ele é um saco ter de carrega-lo ou amarra-lo na cintura.
Homem bonzinho é o meio do caminho, não fode nem desocupa a moita, apenas está lá com aquela cara de boi sonso e uma eterna onipresença lânguida que não diz a que veio.
Ao me deparar com as idéias dela, devo confessar que minha cabeça rodopiou, seria eu um homem bonzinho, seria toda mulher uma Veruska em busca de um não equilíbrio.
Espero que sim, pois o mundo será sempre um lugar diferente para viver enquanto houver pessoas que busquem o caminho dos excessos, ainda que errem, errar é humano, o que dizer de quem não erra? Será humano? Ecce homo!!!!
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