
Sabe cheguei recentemente a uma conclusão inusitada, minha mulher é meu alter ego. É isso mesmo, ela é aquele que existe em mim sem eu saber. A definição exata pressupõe outra personalidade de uma mesma pessoa, mas será que não poderia ser a outra personalidade que existe consubstancialmente a você no outro que compõem um casal?
Afinal, convenhamos, existe falta de privacidade maior do que no casamento? Se há gostaria de conhecer. Sua companheira ou companheiro conhece seus medos, seus cheiros (até aqueles mais inglórios) e suas aspirações e lida com tudo isso de uma forma totalmente diferente de você, mas de acordo com algo que há em você, e até ali parecia que só você sabia, “tolinho”.
Do latim alter, que quer dizer outro, ego, que quer dizer eu, os eruditos usualmente o chamam de inconsciente. Eu chamo de minha mulher. Ela sabe onde quero chegar, sem mesmo ter balbuciado em seus ouvidos. Ela sabe daquilo que eu gosto, e como gosto, antes mesmo de mim e em qualquer convescote insuportável que eu tenha inventado, afinal o chato sou sempre eu com minha infinidade de obrigações, ela sabe nos livrar como ninguém, depois de uma marota troca de olhar cheia de promessas futuras.
Na literatura e na cultura pop existem milhares de egos e alter egos que fizeram história.
Imagine a loucura que tenho vivido, quando sinto-me Super Homem, minha mulher torna-se meu Clark Kent, quando dou uma de Monteiro Lobato, minha mulher torna-se Narizinho e quando enfureço e torno-me Hulk, minha mulher vira Bruce Banner e se por um acaso tenho a ousadia de tornar-me um monstro tal qual Mr. Hyde, minha mulher torna-se o amável Dr. Jekyll.
Aconselho a quem ainda hoje, 2007, pensar em casar a procurar um psicanalista para ver se existe compatibilidade entre você e sua mulher, ou outra combinação qualquer pelas quais os “sinos dobrem”, se ela ou você possam simbioticamente desenvolver um relação ego e alter ego no melhor estilo freudiano, seja lá o que isso queira dizer, melhor antes do que depois, o que vocês acham?
Agora, aos maliciosos de plantão, antes que ele coloquem as “manguinhas” de fora, principalmente aqueles que acham que me conhecem bem, vou logo avisando que minha declaração de amor não é teoricamente correta, também não é a prova de falhas e nem mesmo deslizes, mas é sincera.
Por isso desejo a todos vocês, do fundo do coração, que encontrem parte de si no outro e deixem os outros tornarem-se parte de vocês, sem interditos, como diz o Careca, sem freios, como eu, Gordo, digo.
Aproveitem cada dia da cumplicidade de vocês como se fosse o último, pois afinal o amor é sempre “eterno enquanto dura”, não é mesmo?
sendo assim, por que você não chama seu alter ego para escrever um artigo no site?
abraços!
RESPOSTA:
Boa Camarão,
Aposto que pensou que ia me pegar, né, danadinho!!! No início do site pensamos em chamar uma menina para escrever sim, uma ruivinha, mas infelizmente não funcionou, né?!
Brincadeirinha,
Do seu amigo Gordo
Lindo, Gordo. É sim uma declaração (prova!) de amor das mais corretas (sinceras).
RESPOSTA:
Mônica,
Isso que me irrita em mim mesmo, uma declaração de amor deve ser tudo, menos correta, não acha? Afinal se Vinícius fosse correto não teríamos nenhuma daquelas obras primas, não é mesmo?
Bom, de qualquer forma, agradeço o apoio.
Beijo,
Gordo
Gordo, você já se perguntou se não foi seu alter ego que escreveu essas palavras?
Um Abraco.
RESPOSTA:
Adriano,
taí, nunca havia parado para pensar, será? Outra pergunta, um ser humano pode ser abduzido pelo seu alter ego? Voilá!!!
Abs,
Gordo
uia eu to curiosa pra saber a declaração dela (tua mulher)
Nooooooooooooooooosa q lindo,qro um desses pra mim.Seu alter ego deve ter amado.
BJOS :*