
Lendo sobre os recentes bombardeios em cima do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB – AL), e a encrenca que enfrenta ao pagar a pensão para a jornalista Mônica Veloso, lembrei-me do filme “Uma Rajada de Balas”, de Arthur Penn.
Não só por se tratar de bandidos, mas sim porque a obra cinematográfica mostra um casal – Bonnie (Faye Dunaway) e Clyde (Warren Beatty) – de assaltantes em total harmonia e confiança.
E há quanto tempo não vejo isso por aí? Só em reportagem do “Vídeo Show” quando entrevistam o Tony Ramos – que, me parece, é o único sujeito casado que respeita a sua pequena há algumas décadas.
O Bom Velho (assim chamamos o maior pensador de cinema do país hoje, o crítico da “Folha de S.Paulo” Inácio Araújo) chamou a atenção para o fato em sua coluna diária no jornal. Comentou que o casal Bonnie e Clyde “não experimenta esse tipo de dúvida [sobre confiar ou não no outro]. Eles estão unidos dos pés à cabeça”.
E, sem estragar as surpresas, posso dizer que o “até que a morte os separe” é levado a ferro e fogo nesse brilhante filme.
Para completar minha melancolia, o Armandinho (aquele amigo que carrega todo o peso do mundo nas costas) me ligou e tivemos mais um daqueles maçantes diálogos:
ARMANDINHO – A Gabi está me chifrando.
EU – Gabi? Quem é Gabi, Armandinho?
ARMANDINHO – A mina que eu quero pegar.
EU – Pegar? Armandinho…
ARMANDINHO – A moça do banco, aquela lá… A que eu encontrei no show… Sabe? E conversamos. E marcamos de sair. Mas não vou.
EU – Pegar? Como assim “pegar”?
ARMANDINHO – Não vou. Esquece. Eu sei que ela está me chifrando. Nem ficou comigo ainda… Vaca.
EU – Pegar de pegar ou no sentido figurado? Catar?
ARMANDINHO – Não confio. Careca, hoje não adianta começar nada, porque já nasce morto. Não existe mais confiança no mundo. Não consigo. A TV, os jornais, o You Tube… Eles mostram só desconfiança e miséria. O homem tem que ficar só. É neura?
EU – Armandinho… Que Gabi? Que banco?

Desligou. E comecei a fazer alguns cálculos matemáticos – depois que decifrei o que o sujeito queria dizer.
Reparei que a turma realmente não confia mais nos parceiros. Está complicado. Há uma crise generalizada.
O povo não confia no governo; o governo não confia no povo; o estudante não confia no professor; o cientista não confia em Deus; Deus não confia em ninguém; o Al Gore não confia no planeta; as abelhas não confiam no homem; o homem não confia na mulher; a mulher não confia no homem; e a velha a fiar.
Enquanto tudo estava na esfera pública, tudo bem. Mas agora o treco se expandiu feito bomba nuclear da série “24 Horas”. E nem Jack Bauer pode nos salvar. Chegou, bateu na porta e entrou. Está nos nossos lares, na nossa intimidade.
Por favor, digam que estou errado e vocês confiam plenamente em alguém (na mãe não vale). Você confia 100% em seu parceiro? Você usaria uma camiseta escrita “100% confiança na minha mulher”?
Imaginar que eu confio em tanta gente… Será que devo me debandar para o lado do Armandinho?
Ou só podemos confiar no Tony Ramos?
Eu acredito nas pessoas. Eu confio no meu namorado, 100% !!! Confio em cientista e em Deus (depende da ocasião). Confio na minha mãe, no Jack Bauer e até no Tony Ramos.
Mas em mim, tenho lá minhas dúvidas… Vai saber do que uma pessoa que confia em todo mundo é capaz, né?!
resumindo:mais uma vadia , sendo bem sucedida e vendendo caro seus dotes fisicos p/ novamente investir em academias , implantes , seduzir incautos e ter uma renda cabulosa pelo resto da vida.
Hum…o problema de confiar completamente em alguém é que vc está arriscando, arriscando se decepcionar, arriscando se magoar, arricando se machucar…
E, como nesse mundo as pessoas fogem da dor e não aceitam arriscar, a confiança completa está fadada à utopia. Infelizmente.
Confiar cegamente…Hum é phoda, eu tenho medo, mas tenho dois olhos e dois ouvidos, e até que provem o contrario…
confiar ??? que isso significa ?!!!
tony ramos é maior artita que eu já vi