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Sexo

05/07/2007 - 0h48

Quando o amor bota fogo na relação

“Careca… Sou Antônia (mas não canto nem danço), tenho 28 anos e amo um sujeito chamado Cléber. Estou preocupada. Minha paixão por ele surgiu do nada, durante uma partida do Botafogo. Explico. Antes, achava que teria apenas mais um casinho com o Cléber, uma transa furtiva (não sei o que é isso, mas o som da palavra me agrada). Até que outro dia vi meu Foguinho (é o apelido dele) vidrado diante da TV, xingando o juiz, abrindo mais uma cervejinha e gritando “Fooogooooo!”. Morri de tesão. Naquele instante decidi me casar com aquele traste. Eu pergunto: isso é certo? Sempre pensei que o amor aparecesse num instante mais… romântico, sabe? Será minha felicidade errada? Responda, por favor.”

Vamos lá. Nossos 13 leitores sabem que eu e o Gordo cursamos - somente até o terceiro semestre - a Faculdade de Palpitologia Amorosa Máscula José Ortega Muñonez, em Defensores Del Chaco, no Paraguay (com ípsilon é mais bonito). Mesmo sem nos formarmos, conseguimos elucidar certas questões que afligem a mulher - as que atormentam o homem a gente deixa para o Jabor e outros colunistas.

Falando um pouco mais sério. As pessoas estão nos procurando em busca de respostas e algum dinheiro. Infelizmente continuamos devendo aos credores, mas já podemos adiantar algumas soluções para perguntas prosaicas.

Pois você então acredita que exista um jeito certo de amar? Ora, ora, que coisa mais tacanha e daninha. Vejo que você está contaminada por uma época careta e capaz de excluir os diferentes.

botafogo

Muitos ainda acreditam que quando a paixão acontece os sinos tocam, anjos aparecem soprando trombetas de ouro e o céu se abre revelando uma infinita beleza. Mas esses efeitos custam caro. E talvez só o Ricardinho Mansur, a Gisele Bundchen ou a Angelina Jolie consigam amar assim.

Para nós, mortais (e bota mortal nisso), o buraco é mais embaixo. Essa história de idealizar a paixão é roubada. Se você ficar esperando música clássica, canapés e uma festa de arromba… Esqueça.

O amor não escolhe jeito para acontecer.

Eu mesmo já me descobri amarrado por uma pequena ao olhar os joelhos da danada. Eu sabia que a garota era uma maravilha, inteligente, bacaninha, etc. Mas, faltava algo. Até que um dia ela veio ao meu encontro. Envergonhado, olhei pra baixo, com medo de encarar seus brilhantes olhos azuis. E então tive a revelação (chamem de epifania). Espremidos entre reluzentes botas negras e uma saia também escura, eu encontrei a clara noção da felicidade: dois joelhos. Eles pareciam piscar pra mim, me desejar, pedir para que finalmente formássemos uma família.

Percebi que tinha vivido apenas para encontrar aqueles joelhos.

Mas falemos de você, Antônia.

Achar que só existe o amor romântico de filmes, no meio de guerras, da chuva torrencial, de olhares extravagantes e palpitações mil, é um tremendo erro. As coisas são aquilo que devem ser. Não fuja delas.

Aproveite esse momento, essa visão do Cléber amando o Botafogo (que, aliás, está bem na tabela). Se isso que te fez feliz, não ligue pra torcida.

A tchurma nos impõe programas de TV, roupas, estilos, etc. Mas, por favor, não mexam no amor.

Conto aqui alguns segredos para você ver como a coisa é complexa. Sabe como a atriz (rs) Pamela Anderson ficou gamada no Tommy Lee? O roqueiro deu uma lambida no rosto dela. Pronto. Partiram até para fazer filmes pornôs.

ozzy

Ainda na seara do rock. Sharon Adren conta que ficou chapada no boladão Ozzy Osbourne depois que ele desfilou - no escritório dela – descalço e com uma torneira pendurada no pescoço.

E não é só no baixo clero que a paixão aparece em situações bizarras e sem fardão. O dramaturgo Samuel Beckett foi apunhalado por um cafetão no meio da rua; e só sobreviveu porque sua futura esposa Suzanne Deschevaux-Dumesnil o salvou. Saíram do hospital para emendar décadas de casamento.

Cada um ama como quer, Antônia.

Agora vá lá gritar pelo Botafogo. Que a gente fica aqui torcendo por você.



por Careca

Outros artigos:
« “Quando o rato ri do gato há um buraco perto.” (Provérbio Africano)
“As mulheres não foram feitas para a fuga… »

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5 Comentários »

sapeca
2007-07-05 09:50:40

Eu gostei do meu Bebê (apelidinho do meu namorado) qdo vi ele brincnado com meus sorbinhos. Adoro ggente que gosta de criança. Concordo com você Carecs. Cada um ama de uma maneira. E o bom é amar e não ficar com medo esperando. Bjos

 
Imortal da Z.N.
2007-07-05 11:47:14

São tantas emoções…


COMENTÁRIO:
Ah, mas são mesmo. Assim que é bom.
Careca

 
rede
2007-07-05 11:52:44

Não a regras no Amor, ainda se tivesse deveriam ser todas desrespeitadas e prol da felicidade desse sentimento singular!!! (essa pode até virar frase do dia em!!!)

ANTÔNIA, Ame e não deixe que o mundo lhe engane
Grite ao mundo tal como o Cléber em dias de jogos
Tão logo sentirás um grande inflame
No teu peito há de estar o Amor!!!

Toh viciado no MPNM, não tem jeito..Abrsss


COMENTÁRIO:
A Antônia pede para agradecer. E o Cléber também, claro. Abrsss,
Careca

 
Marcio Henrique
2007-07-05 18:39:58

MARCIO HENRIQUE

Gostei da história da Antônia.Só acho o siguinte :
se o Cléber fosse sao paulino eles seriam mais
felizes ainda .rsrsrsrsrs


COMENTÁRIO:
Há esperança. Parece que o tal Cléber torce, na verdade, por quem está na frente. Abs,
Careca

 
aninha
2007-07-07 08:53:53

a-do-rei a estória da torneira pendurada no pescoço!!!
por que eu não encontro um tipo assim??
hahaha…


COMENTÁRIO:
Pois é. E ele ainda come morcegos. Perfeito. Haha.
Careca

 

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