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Sexo

09/03/2008 - 21h59

O contrato do ciúme

Estava mergulhado no caldo de feijão do Genial quando o Armandinho chegou. A noite estava derretendo até a mais fria das pequenas e o uísque descia sem gelo mesmo (não por frescura, mas sim porque os cubos não sobreviviam nem 10 segundos fora da geladeira).

Claro que eu estava abusando, ingerindo torresmo, pimenta, caldo quente e álcool. Mesmo assim, minha temperatura interna ainda estava reguladinha. Muito ao contrário do que acontece por esses dias nessa São Paulo infernal e completamente entregue ao aquecimento global.

Pois bem, mas eu falava do nobre Armandinho, o sujeito mais pacato (e quase tonto) que conheço. Ele nem me disse “olá” e se sentou. Puxou uma cadeira, perguntou quem eram aqueles argentinos que me acompanhavam e começou a desabafar (sem beber um único gole).

O Armandinho tem a rara capacidade de se sentir em casa até mesmo num convento de freiras Carmelitas. Não se importou com as minhas outras companhias e relatou seu caso. Disse que estava atordoado, cheio de sentimentos por uma garota, menina direita, de família. Mas naquela noite, ela tinha decidido sair com uns amigos. Eles foram para uma casa de samba, ritmo que enche o Armandinho de perebas nos braços e pernas.

E? O camarada tinha descoberto aquilo por meio de um delator, que acabara de ligar avisando sobre o paradeiro da pequena. O Armandinho não tinha sido avisado sobre o compromisso da namoradinha. Ele achou aquilo o cúmulo.

ciume

Eu ponderei. Eles tinham discutido o “contrato do ciúme”? Afinal, todo relacionamento precisa desse documento.

Li recentemente uma reportagem sobre a Mônica Mattos na revista “Rolling Stone” que elucida bem a tese. A Mônica, como alguns varões devem saber, é a nossa estrela máxima do reino pornográfico. E ela tem um namorado, claro. E ele tem ciúmes da mulher, claro. Menos da profissão dela, claro.

Funciona assim: transar em frente às câmeras pode. Mas, por favor, que a atriz pornô não fique falando mais de cinco minutos com um desconhecido ao telefone. Aí é caso de morte. Ah, e a querida Mônica também pode ficar com outras mulheres.

Entenderam? Rolou uma discussão prévia pra saber o que dá (com trocadilho) pra fazer e o que não dá. Colocaram tudo na balança, observaram quais as concessões possíveis e pronto.

Lembre-se de seus relacionamentos… Durante alguns, você podia sair com amigas, companheiras e voltar de madrugada bêbado. Mas jamais mencionava o nome de ex-namoradas. Aí a casa caía.

Em outro, era permitido dormir pelado com a ex-namorada, mas jamais sair sozinho com outra pequena ou conhecida do trabalho.

E aquela que deixava você afundar em bebedeiras e farras, mas desconfiava de um carinho que você fazia na própria mãe?

Cada relacionamento tem a sua dinâmica do ciúme, da tolerância, do convívio.

Os casais precisam logo discutir o contrato do ciúme. Tentar detalhar ao máximo o que é aceitável ou não. Brigar por certos privilégios, entender certas concessões, etc.

Transar com desconhecido pode? E se rolar só uma vez, preciso contar? Vale sair do futebol às quartas e emendar numa balada? Preciso revelar que tomei umas ontem antes de voltar pra casa?

Como diz aquele outro: cada caso é um caso.

Nenhum namoro é igual. Nenhum ciúme é o mesmo.

Por isso, o Armandinho pediu um chope e ficou tranquilamente ali, falando sobre futebol. Enquanto não discutir o que vale num relacionamento, nada pode ser cobrado.

E você? Tem ciúme do quê?



por Careca

Outros artigos:
« Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem.
A única coisa tão inevitavel quanto a morte é a vida »

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11 Comentários »

Cá!
2008-03-10 09:07:50

huahuahauhauhauahuahua
Careca, muuuito bom!!!!

É isso aí, cada um sabe onde o calo aperta, neh!?

Hum… e eu, tenho ciúme de que?

Ver filme pornô pode, mas ficar de graça com uma safada (mesmo vestida de freira), aí não pode!!!!!
hahahahahaha

Aliás, nós temos um acordo: sair sozinho, só com os amigos, pode - mas os direitos são iguais, então se um opde, o outro tb pode, na mesma proporção!
Aí, quem não quer ver, tb não pode fazer!!!

Bjão Careca***

 
Andréia
2008-03-10 10:11:39

Careca…

Do que eu tenho ciúmes? boa pergunta… agora a resposta já não sei da….

um, agora lembrei de algo, quando estou namorando deixo bem clero que nada de ninguém ficar ligando para o outro para saber o que esta fazendo no meio da madrugada, ligação no meio da madrugada é até gostasa, desdeque o assunto seja outro, e não controlar o perceiro. Se um quiser sair saia, o outro não precisa autorizar nada, é só saber se comportar que tá tudo lindo, nada de trair, nada de achar que manda no outro, cúmes sempre terá, mas na medida certa, par não salgar e apimentar de mais o relacionamento, e ao invés de dá mais sabor a relação estragar tudo pelo exesso.

Bjs Careca, um xero.

ps. Careca, o chat, continua dando atraso nas mensagens, deste modo não terei como encontra minha metade do limão… rsrsrsrrs, veja o que pode fazer por nós que utilizamos a sala para conversarmos sobre o site eoutras coisas também.. bjssss um xero.

 
Sacizão
2008-03-10 17:24:47

Prezado Corintiano maloqueiro

O que é ciume? Se faz um contrato, é ciume ou regra?

Eu tenho um problema, não poderia fazer um “contrato de ciume”, pois não posso prometer nada. Eu sou do tipo inponderável, que posso resisitir firmemente à Debora Secco esfregando a bunda na minha cara, enquanto posso cair pelo simples olhar de uma menina que todos diriam que é sem graça… e como tu bem diz, cada caso é um caso.

Me assusta a regra, o contrato.

Agora, respondendo a pergunta: Do que tenho ciume? Sou inponderável também nesse quesito (pelo menos sou coerente), posso não sentir ciume do Gianechinni dando em cima da minha mulher, mas posso sentir ciume de amigos gays dela (já senti inclusive). Vai entender.

O fato é que ciume é uma coisa complicada de limitar e entender. O que é ciume exatamente? As vezes meu ciume é excesso de cuidado. As vezes é uma coisa sem sentido e razão.

Então vamos deixar assim.

Saudações Coloradas.

 
Pa[Ty]BEiJo
2008-03-10 22:42:26

CONTRATO DO CIUME

1° eu não aceito que um namorado meu saia com amigos sem me avisar antes;
2° eu não aceito que um namorado meu saia com amigas sem mim;
3° eu não aceito que um namirado meu me esconda coisas (afinal se estamos juntos é pra confiar, e não aconfiança quando se esconde as coisas
4° meu namorado porde com certeza sair pra jogar um futibinha na quadra ou no campo se gostar;
5° meu namorado pode com certeza ir no butequinho tomar uma cervejinha com os amigos…AMIGOS;
6° se ele gosta de dançar, que dançe comigo e não com as outras barangas;

acho que por enquanto é só ahuahua

grande beijo
adoro!!!

=*

 
Cass
2008-03-11 12:23:50

Legal o texto……falar de ciúme, guardadas as proporções, pode ser algo tão extenso quanto conversar sobre futebol.

Sobre essa idéia de “contrato de ciúme” a qual eu confesso não curtir muito, acho que você só pode colocar no contrato de ciúme aquilo que é capaz de oferecer em troca, e não cobrar do parceiro mais do que deve. Cair na paranóia de controlar o parceiro então, é pedir concorrência.

Agora, do que eu tenho ciúme: Muito difícil responder essa pergunta. Vai muito de como está o relacionamento, e se há ou não “risco” de perder a pequena..entre outros fatores

 
Classic V8
2008-03-13 01:43:28

Ciúmes…

Palavrinha complicada.

Aquele papo de “deixar minha menininha sair sozinha” é com certeza um belo tópico de discussão, talvez por conta de todas aquelas milhares de diferença entre nós e o sexo oposto (e mentalidades opostas tb).

Acredito que ciúmes seja (como já foi supra citado) uma questão de confiança mas não na paquena e sim, no próprio taco…
confiar no próprio taco tem sido um problemaço para certa porção masculina, que ultimamente vem sendo acuada por mocinhas desprendidas e descompromissadas.

Eu mesmo vinha tendo problemas com uma pequena, a pouco tempo atrás, qdo me dei conta de que EU era o culpado. Pq ?
Simples, ninguém nasce grudado e nem nossa mãe tem obrigação de gostar da gente…
A mocinha num queria nada com o samba e eu lá, tocando a cuíca fininha por ela. Claro, qdo me dei conta, eu já tava fora.
Dispensei a pequena num SMS modesto, sem mtas explicações e segui pensando no absurdo que era eu ter tido ciúmes dela.

Entao eu vejo que o ciúme é falta de confiança…no próprio taco.
Não sofro mais desse mal.

Nunca mais.

Andréia
2008-03-13 23:53:00

Classic V8…

Ok, ninguém tem obrigação de gostar da gente, nem mesmo a nossa mãe, mas vamos ao assunto que interessa. Quando se está com alguém o mínimo que se espera do outro é respespeito, é ser leal com o outro,isso sim que é legal. E olha por mais confiaça que tenha em seu taco, sempre terá ciúmes da dua pequena, sempre que algué elogiar as qualidades que ela possue, não to dizendo deatributos fisicos, esim de atributos intelectuias, mesmo qeu a birra que faa seja debrincadeira, só para deixar sua pequena toda feliz, por saber que você a seu modo, gosta dela, e que sentemuito fliz deter uma mulher que chama ate~ção do resto dos homens, mas digo de homens inteligêntes, de homens por enchergar nela bemmais que um corpo e sim um indivíduo.

Continue confiando no seu taco, mas não esqueça de fazer de conta qeu tem ciúmes dela, é bom, para ela e para você também, do mesmo jeito que ela pode fazer o mesmo com você,um pequeno charme que gostará muito de desfazer a birra e mostrar para ela não precisa ter ciúmes. Assim ninguém sofre, ninguém mesmo, pois é tudo brincadeirinha.

Bjs V8, um xero.

Cass
2008-03-17 07:36:23

Andreia……..todo ciúme (especialmente aqueles mais descontrolados) derivam sim, de uma baita ausência de confiança no seu taco. Pq se vc confia no seu talento, a coisa mais parecida com ciúme que você teria, seria apenas a vontade de cuidar, de manter feliz, a pessoa amada, de zelar por ela e, eventualmente, superar-se a alguém que faz algum elogio ao seu amor.

E, se ciúme fosse bom mesmo, quanta gente ia perder mais tempo amando q sofrendo?

 
 
 
Sacizão
2008-03-18 13:44:47

A propósito…

———————

Fidelidade é uma fantasia na maioria das espécies

Natalie Angier

Serge Bloch/The New York Times

Pode-se acusar o difamado ex-governador Eliot Spitzer de muitas coisas por ter feito pouco caso da lei solicitando os serviços de uma prostituta de luxo: hipocrisia, egocentrismo, imaturidade impulsiva, auto-indulgência, fantasia imprópria e estupidez. Mas uma característica que definitivamente ficou de fora da atitude desastrosa de Spitzer, capaz de arruinar uma vida inteira, é a originalidade.

Tudo isso não é nenhuma novidade, cada detalhe risível dessa história já foi repetido não somente por poderosos homens “alfa” que gostam de correr riscos, independentemente do seu nível de testosterona. Mas isso não é privilégio dos humanos, representantes machos e fêmeas de dez mil outras espécies de todos os ramos taxonômicos da imensa árvore da vida também traem. A promiscuidade sexual corre solta na natureza, e a verdadeira fidelidade é uma fantasia ingênua. Ah, existem muitas espécies animais em que os machos e as fêmeas se unem para cuidar dos filhotes, assim como nós, e formam “casamentos” de duração impressionante e aparente afeição mútua em que passam horas reafirmando sua parceria trocando carinhos como os ratos silvestres, silvando e balbuciando canções de amor como os gibões, ou ainda dançando desajeitadamente como os atobás de pés azuis.

Mas conforme os biólogos descobriram em testes de DNA para verificar a paternidade das crias desses casais, a monogamia social é muito raramente acompanhada pela monogamia sexual ou genética. Analise os filhotes de qualquer ninhada, seja de pássaros, ratos, pequenos primatas, raposas ou qualquer outra espécie que forme casais, e os testes irão provar que entre 10 a 70% dos filhotes foram concebidos por outros pais que não o macho residente.

David P. Barash, professor de psicologia da Universidade de Washington em Seattle, resume isso em um estilo Cole Porter: os infantes têm a infância, os adultos, o adultério. Barash, que escreveu “O Mito da Monogamia” junto com sua esposa psiquiatra, Judith Eve Lipton, cita uma cena do filme “A Difícil Arte de Amar” em que o personagem de Nora Ephronesque reclama para o pai sobre os casos de seu marido, ao que o pai responde sarcasticamente que se ela quisesse fidelidade, deveria ter se casado com um cisne. Isso não teria resolvido seu problema, diz Barash: já se sabe que os cisnes também traem. Em vez disso, a heroína deveria considerar a união com um Diplozoon paradoxum, um nudibrânquio que vive nas guelras de peixes de água doce. “Machos e fêmeas se conhecem na adolescência e seus corpos literalmente se fundem, o que significa que eles permanecem fiéis até a morte”, diz Barash. “É a única espécie que conheço que parece ser 100% monogâmica.” Nesse caso, os únicos corações que sofrem são os dos infelizes peixes hospedeiros.

Até mesmo a “profissão mais antiga do mundo”, a principal protagonista da demissão de Spitzer, é uma notícia velha entre os animais. Já foi constatado que outros seres vivos também pagam por sexo. Em um artigo para a revista Animal Behaviour (Comportamento Animal), pesquisadores da Universidade Adam Mickiewicz e da Universidade South Bohemia descreveram as relações entre os grandes picanços cinza, elegantes aves predatórias com uma capa prateada, barriga branca e rabo preto que, como 90% das espécies de pássaros, formam casais para procriar. O macho dá à sua companheira alguns presentes de noivado: roedores, lagartos, pequenos pássaros e grandes insetos que ele espeta em gravetos. Mas quando quer saciar seu desejo ardente com o sexo extracurricular, oferece à candidata a amante um lanche bem maior do que o da esposa - quanto mais rica a oferenda, descobriram os pesquisadores, maior a chance de que a fêmea aceite um caso sem compromisso.

Em outro relatório recente dos picantes anais da Animal Behaviour intitulado “Pagamento por sexo no mercado dos macacos fascicularis”, Michael D. Gumert do Hiram College descreveu sua pesquisa de dois anos sobre um grupo de macacos fascicularis de rabo comprido que vive perto da pousada de ecoturismo Rimba no Parque Nacional Tanjung Puting, na Indonésia. Gumert descobriu que os machos pagam por sexo com a moeda mais importante e que compra quase tudo no mundo dos macacos: o cafuné. Ele percebeu que, enquanto as fêmeas fazem cafuné nos machos e em outras fêmeas por razões sociais e políticas - para declarar amizade ou agradar um indivíduo dominante - e as mães acariciam seus filhotes para confortá-los e limpá-los, o macho adulto só passa algum tempo catando os parasitas escondidos em uma fêmea quando espera ser recompensado com o acasalamento, ou pelo menos com uma detalhada inspeção genital. Cerca de 89% dos episódios observados de macacos-alisando-macacas “foram direcionados para fêmeas sexualmente ativas” com as quais os machos tinham a chance de cruzar, disse Gumert em uma entrevista por telefone desde Cingapura, onde trabalha na Universidade Tecnológica de Nanyang.

Sugestivamente, os machos ajustam suas carícias de uma forma nitidamente econômica, pagando um preço mais alto ou mais baixo dependendo da oferta, da qualidade da mercadoria e da competição com outros compradores. “O que me levou a pensar no cafuné como uma forma de pagamento foi ver como ele mudava de acordo com as diferentes condições do mercado”, diz Gumert. “Quando havia menos fêmeas por perto, o macho acariciava por mais tempo, e quando havia muitas fêmeas, o tempo de carícias era mais curto”. Os machos também acariciavam as fêmeas mais poderosas por muito mais tempo do que as fêmeas menos poderosas.

Apesar de o adultério ser lugar comum, e de os animais o praticarem avidamente quando têm oportunidade, ninguém parece aprovar esse comportamento no parceiro, e os humanos não são a única espécie que se revolta contra a traição real ou pressentida. A maioria das fêmeas dos babuínos já perdeu metade de uma orelha aqui, ou um pedaço de pele acolá, para a fúria ciumenta dos machos de tamanho e dentes bem maiores que elas. Entre os besouros, machos e fêmeas normalmente se juntam para formar uma família. Juntos eles catam esterco, rolam e moldam as preciosas bolas nas quais a fêmea deposita seus ovos fertilizados. Às vezes o macho pode tentar atrair alguma outra fêmea - mas faz isso por sua própria conta e risco. Em um experimento com besouros depois do acasalamento, a fêmea foi mantida presa nas imediações do macho, que rapidamente aproveitou a oportunidade para lançar seus feromônios para novas fêmeas. Depois de ser solta, a fêmea atacou violentamente e derrubou o macho de costas no chão. “Ela enrolou ele dentro da bola de estrume”, disse Barash, “o que pareceu de fato apropriado”.

No caso das territoriais salamandras de dorso vermelho, machos e fêmeas têm fortes inclinações para policiar rigidamente seus parceiros e punem os companheiros que eles acreditam terem dado uma escapadinha com ameaças de ataque, mordidas de arrancar pedaço, ou então, a sangue frio, ignoram o parceiro e recusam o compromisso. Os grandes lagartos de sofá que se cuidem: isso também pode acontecer com vocês.

Tradução: Eloise De Vylder
Fonte: The New York Times - Publicado por UOL

 
michelle
2008-05-01 13:49:03

…” eu quero levar uma vida, moderninha…. deixart minha menininha sair sózinha….” acho que é o mais perto que consigo chegar do ciúme… afinal de contas, com ou sem ele, seu querido se realmente e digo, de verdade, tiver a nojenta intensão de cornear você irá fazê-lo… não adianta ter ciume, ele nunca pode saber o que se passa de verdade. Se o cara ficar sabendo que você tem ciúme, aí sim que o abuso é certo!!!!

bjok

 
elisângela do carmo santos
2008-10-28 22:12:48

eu gostaria de saber o que é preciso para fazer um filme pornô?

 

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