
Bom gente, não gostaria de ser chato, mas já sendo… outro dia enquanto olhava o “corpinho” no espelho deparei-me com uma mata nevada de pelos sobre o peito e pensei: a velhice chegou.
Nada contra quem goza de sua melhor idade, mas vi naqueles pelos brancos o mesmo que alguém entre a vida e a morte costuma relatar: a vida inteira passar num flash e pode apostar que isso não tem nada de Amaury Jr.
Os dias têm passado, as vezes devagar demais outras rápido como um estalar de dedos e uma das poucas certezas que restaram de outros tempos foi a delícia de ter errado bastante enquanto pude. Errar é humano, perdoar é…
O ditado é bacana, mas vamos nos ater ao errar que nos faz humanos, pois a graça de viver está nisso. Troquei de emprego várias vezes, traí e fui traído, rastejei com dor de cotovelo, dei escândalo bêbado por causa de mulher, uma louca tentou me matar a facadas, surfei, caguei, briguei, fumei, traguei, caí, levantei e como diz o “Rei” foram tantas emoções.
Mas posso dizer de cátedra, poucos foram os momentos de engrandecimento espiritual capazes de superar o aprendizado a partir da dor de ter errado, aquela dor moral desgraçada, que só você e aquele capetinha a que chamamos consciência parecem ligar enquanto o mundo todo parece tê-lo absolvido daquilo, seja lá o que, que você tenha feito.
O choro sentido na solidão do chuveiro, o soluço abafado pelo travesseiro, aquela lágrima sofrida que escapou valentemente e dominou seu rosto quando você não queria. Somos humanos, ora, erramos e por isso mesmo somos o que somos.
O erro é como uma tatuagem, inseparável daquilo que somos, independente daquilo que aparentamos. O erro é a aura mística de cada um de nós, espécie de cruz invisível, que carregamos nos recônditos de nossas almas, em silencio, cheios de sofreguidão.
O erro redime, por isso o homem que errou demais geralmente é mais feliz do que os outros, pois há nesse tipo de calhorda uma alegria de viver estranha ao outro. O safardana sabe que errar é viver, também é humano e não há ortodoxia no mundo que o faça voltar-se ao abismo da culpa.
Por isso gente, vivamos a vida, que venham os filhos, os netos e que cada um a seu devido tempo erre bastante, afim de serem humanos, pois se ainda vale a máxima lá de cima, devo alertá-los que o mundo anda cheio de certinhos, que podem ser chamados de tudo, menos… humanos…
Gordo,
Se tudo fosse sempre certo seria tão sem graça….
É errando que se aprende, não é mesmo?
bjs
Ai que lindo! É isso que nos faz!
caro gordo,
tudo oq vc escreve
possui muito sentimento
amu ler,tudo q vc produz!
bju
Olá Gordo!
Estou de volta aos comentários.
Mais uma vez parabenizo sua escrita….realmente alguns fios brancos nos fazem pensar muito…ver o que vivemos e que isso tudo formou quem somos hoje.
Portanto…que venham os fios brancos, as tintas, mais fios brancos…e todas as experiências relevantes e deliciosas.
Beijos no coração