
Fiquei realmente triste ao assistir pela milésima vez ao primeiro “Alien” (1979), com a pequena Sigourney Weaver mandando ver no espaço. Parecia que eu estava diante de uma relíquia, de um sonho, de uma prova de que o mundo deu uma piorada.
Não somente porque o Ridley Scott – diretor do filme – está fazendo coisas menos instigantes – apesar de interessantíssimas, como o “O Gângster”. Mas sim porque lá estava uma mulher botando pra quebrar, atirando firme nos monstrengos e nem aí pra baba nojenta de bichos escrotos.
Estávamos ainda na década passada, o Muro de Berlim separava a moçada capitalista da galera comuna, o Irã passava por uma revolução, a Tatcher prometia mudar a Inglaterra, enfim, outros tempos que valem a pena ser lidos por aí. Aliás, 1979 foi um ano e tanto.
Mas vamos lá. Fiquei assim cabisbaixo ao observar a inglória luta da Sigourney e ler um artigo da Manohla Dargis publicado no “New York Times” – e traduzido pela “Folha de S.Paulo”.
A autora resume bem o que vamos ter pela frente nas telas este ano. A equipe está unida, forte e com jogadores que vieram pra somar.
O cinema entra em campo com Batman; Indiana Jones, Homem de Ferro, Hulk e Will Smith; Harry Potter, Eddie Murphy, Will Ferrell e… Ah, é só jogar a camiseta para o alto e colocar em algum astro. Hollywood é dos machos.
Ano passado, apenas três dos 20 filmes de maior bilheteria nos EUA tinham pequenas como personagens principais. E não arrancavam cabeças ou degolavam os inimigos. Eram frágeis mulheres diante dos problemas da maternidade.

Não consigo entender. Se elas estão comandando o Chile, a Argentina e até a Alemanha… Se estão chutando bola por aí… Se estão mudando nosso jeito de pensar… Por que elas também não salvam o planeta nos roteiros hollywoodianos?
Certo. Logo mais teremos “Sex and City”, Cameron Diaz em alguma comédia bacana, Angelina Jolie sendo forte no filme do Clint e tal. Mas cadê as heroínas? Cadê a revolução pelas delicadas mãos femininas?
Cadê a Ripley do novo século?
Já encomendei um roteiro para o professor José Ortiega, nosso consultor paraguayo. Contará a história de uma adolescente que, em contatos com raios gama vindos de um laboratório na Tríplice Fronteira, se transformará numa máquina de matar – e sexy pra cacete. Afina, mulher pode ser forte, mas tem que tirar a roupa.
Só ela conseguirá seduzir os presidentes da Coréia, do Irã e da China, e salvar o universo.
Será que apenas eu me interesso pra ver mulheres descendo a porrada nas telas?
Será que isso seria um fracasso horrendo?
A turma de Hollywood ainda não entendeu o novo formato das pequenas.
Prezado Articulista de raros Capilares
De fato, o “cinemão” é machista. O cara tem que ser meio underground para ignorar essa tendência e meter uma mulher como heroina.
A ultima heroina realmente interessante que tivemos é “A Noiva”, com a Uma Thurmann muito bem no filme dela com o Tarantino. Alias, são poucos os filmes com heroinas que são valorizados pelo o que são, e não pelo inusitado de ter uma heroina. Ou então, precisam colocar um heroi ao lado da heroina para dar “credibilidade”.
Eu já disse aqui, se eu fosse mulher seria lésbica, pois realmente não vejo anda de interessante em um homem. E por isso concordo em gênero (principalmente), número e grau com a tua reclamação. Mais mulheres no cinema, como heroinas e como todos os outros personagens que são importantes (dizem que a Cate Blanchet está arrasando como vilã no último Indiana Jones).
Ficam as minhas Saudações Coloradas.
COMENTÁRIO:
Bem lembrado. Sempre podemos contar com o velho Tarantino. Esse daí sabe lidar com a fêmea. E seu próximo filme a aparecer por aqui (”À Prova de Morte”) também traz uma mulherada porreta. Imperdível. Abraços,
Careca
Puts…
é vero q faz tempao q nao se tem heroinas nas telonas…uma Senhora Ripley?? ADOREI!!!
mas essa de heroina tem q tirar a roupa foi muito mal…
posso lhe sugerir a triologia “GAROTAS MALVADAS”, na qual as meninas não chegam a ser heroinas, ao contrario, sao bem malvadas (duplo sentido), mas em compensaçao são extremamente inteligentes, sexis e para a nossa alegria sempre tiram a roupa, se beijam e transam etc…
bjos e uma otima semana pra ti…
PS. por falar em mulheres, vc foi a parada ontem?? (risos)!!
COMENTÁRIO:
Outra quase heroína na linha Garotas Malvadas é a Sarah Silverman. Não fui até a Parada pois acho aquilo muito movimentado. Beijos,
Careca
Fala galera…ahhh!!! gostaria de ver mais um “TOMB RAIDER” com a deliciosa (Angelina) Lara Croft…hummmmmm…
Careca…
Bem, é interessante pensar em heroínas nas telas.
E existe campo pra isso…
Não existe ainda uma releitura da Vampirella, nem da ruiva dos meus sonhos, Sonja…
Menos músculos, mais bikinis…
- A trilogia do “Garotas malvadas” realmente é de lascar o vaso, mto boa.
- A Noiva, fantástico…Tarantino tem esse dom…Indo mais ou menos nessa linha, temos o Planeta Terror. Bem trash, mas maravilhoso.
Minhas contribuições:
- Resident Evil. Apesar de eu achar a Milla meio magrinha, acho que dá pro gasto…
- Silent Hill.
- O próprio Planeta Terror.
E o melhor…nenhum marmanjo !
COMENTÁRIO:
Boas lembranças, V8. Aliás, ótimas lembranças. Quem não gostaria de ter um affair com uma pequena que tem uma metranca no lugar das pernas? Abraços,
Careca
Poxa cara, verdade msm, o cinemão tá precisando dumas novas heroínas. A Milla Jovovich tudo bem, mais depois do de volta a lagoa azul(ou seja, sempre), ela não é a minha preferida. Até a Sigourney, eu era fãnzao, até eu ver a coisa que chamam de filme, ou Alien a Ressureição.
Tem uma listinha de alguns filmes com umas heroínas…legais..
Sin City(Só falta escolher qual.)
Filmes de super heroes. QUALQUER UM. As heroínas indefesas tem de monte.
Os Simpsons. A maggie, com a pedra, ganha de tudo.
Bom, até agora é isso, eu falei listinha.
Abraços
Ricardo
COMENTÁRIO:
A Maggie merece um filme só pra ela. Abraços,
Careca