
Sim, todos já fomos. Ou seremos. O homem em algum momento – e para alguma pequena – será um legítimo, irremediável e fundamental pangaré. E isso é uma necessidade.
Em “Não Sobre o Amor”, peça de Felipe Hirsch e Murilo Hauser em cartaz em São Paulo, Leonardo Medeiros é que nos lembra desse terrível – e essencial - papel do macho. Ele interpreta um escritor russo exilado em Berlim. Distante de sua pátria, amores e amigos, só lhe resta lamentar a dificuldade que temos de nos encaixar no mundo. Em caudalosas e contundentes cartas que envia para uma possível amante, ele se dedica a falar sobre a rudeza do cotidiano.
O espetáculo é de uma emocionante precisão – tanto na parte técnica quanto artística. O fato de ele se realizar no centro da cidade, no Centro Cultural Banco do Brasil, o deixa ainda mais frio e visceral. Vivemos isolados num mundo escuro, povoado de fantasmas, como a Álvares Penteado às 23h de um domingo.
Mas estou fugindo do tema dessa crônica. Voltemos para a cocheira.
Em determinado momento da peça, escutamos a narrativa sobre o pangaré, um cavalo que serve pra excitar a fêmea, mas não para desfrutar da mesma.
Acontece que quando um cavalo garanhão está querendo copular, não há rédea que o segure. O danado entra na arena babando e logo corre para saltar sobre a égua. Esta, tadinha, sedenta por um pouco de romance e paixão, trava nas quatro e impede o estupro (leia-se: não dá nem ferrando). Resultado: o potro fica doido e tenta arrebentar tudo e todos – mais ou menos o que acontece aí na sua casa quando a patroa nega fogo por causa de uma estranha dor de cabeça.
Sem tesão não há solução. Então, finalmente entra em cena a solícita figura do pangaré.
O garanhão é retirado do leito de acasalamento. A madame volta a ficar sozinha. O pangaré aparece e começa a cortejar a fêmea. O cara não quer apenas sexo, mas sim amizade e namoro. Eles se beijam um pouco, ele recua, ela começa a abrir o coração, ele dá umas voltinhas pela baia, ela se derrete inteira e pede um trote especial, ele dá, ela se anima e pede mais, ele volta a atacar, ela se entrega, ele parte pra cima e… É retirado do lugar.

O pangaré volta para a sua insignificância. E o garanhão aparece para o baile para terminar o serviço. Com a mocinha já entregue e toda – literalmente – molhada de desejo, o cavalão corre para o abraço e faz a festa, gerando ali novos filhotes bravios e com o sangue purinho, sem nenhum resquício do pangaré.
E a égua, por que traiu assim aquele que tinha acabado de proporcionar tanto conforto e carinho?
É o mundo animal, meu povo.
O macho muitas vezes é como um pangaré. Pronto pra acariciar a fêmea, encher de louvores a amada para depois entregá-la para o primeiro Brad Pitt que aparecer.
Qual homem nunca se sentiu assim? Qual varão nunca fez tudo por uma pequena, obedeceu a terríveis ordens, deu diversas piruetas pra agradar a companheira e depois se viu do outro lado da cerca, chupando o Chicabon da rejeição?
Aí está a dica, meus camaradas: temos que ter um tanto assim de garanhão e uma dose cavalar de pangaré. Só misturando as duas raças conseguiremos saciar as nossas potranquinhas.
Elas sim é que nos comandam. Elas é que são nossos jóqueis.
nossa potranquinhas foi demais…!!
COMENTÁRIO:
Também acho carinhoso. Beijos,
Careca
kkkkkkkkkkk Adorei!
Coitado do pangaré… Que vida triste!
COMENTÁRIO:
Pois é. Ele tem que aprender a ser pelo menos um pouco garanhão. Beijos,
Careca
“Pangaré” ???
…cacete, Careca, cada vez que leio um artigo assim, minha testosterona fica mais raivosa que cachorro hidrofóbico.
Caramba, sim passasse por essa situação, mas a questão é escolher ser apenas o pangaré ou passar a dar trotes mais largos na vida.
Diabos, que visão depressiva do homem ! Ou vc é “domado” ou é o pangaré, pq as pequenas só vão dar pra vc se vc for o garanhão…ou, como eu chama, o “Cantor de Churrascaria” !
Eu discordo veementemente de vc, Careca.
Que mané ser pangaré o caramba !
Pq o pangaré é o coitado infeliz eterno, pq a potra depois de devidamente estimulada não lembrou NEM DA CARA do pangaré e o garanhão tb não teve a mínima lealdade de classes qdo foi pra “festa”, ou seja, PANGARÉ, NEM EM SONHO !!!
Quer fatos ? Contra fato num tem argumento:
http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/2008/06/18/ult4477u756.jhtm
A peça (e eu fui assistir) é realmente mto boa, mas na boca dos machos com um pingo de vergonha, deixa aquele gosto de ferrugem…pq a testosterona, acredito eu, é um hormõnio com memória…a vida não tem de ser “bela, porém triste”.
Uma vez feito de pangaré, o sujeito só poderia ser classificado como masoquista se entrasse numa roubada dessas de novo. E o pior é que tem uns fulanos que caem…lamentavel.
Todo o HOMEM, deve ser feito de pangaré uma vez na vida…pra nunca mais esquecer…
Pra saber a valorizar seus sentimentos, ou então se transformar em ~garanhão não teria valor nenhum…
Pra cada um pegar uma tarde fria e chuvosa, tomar seu porre e lamentar o amor perdido.
UMA VEZ ! E SÓ !
O pangaré em nós deve ter 0,1% e o resto, tudo garanhão. Machismo ? Não…proteção.
Pergunta pros dois quem sofre menos ? A resposta fala por sí só…
Esta triste desrição, porém totalmente realista (pois infelizmente já me encontrei nesta situação diversas vezes, e ainda acontece!), é também conhecida também pelo famoso cozinheiro: aquele que prepara uma saborosa guloseima (infeliz comparação mas…) para que outro a deguste.
Agora, o interessante é nos pergutarmos: por que isso ocorre? Não estaria a fêmea procurando não somente alguns momentos de cópula selavem, mas tamém um pouco de carinho e afeto com seu doce predileto?
Podem existir tantas respostas a isso, desde o simples gosto pela galanteria, até o fato dela precisar de um pouco de tempo até avaliar se está ou não afim de algo carnal?
Enfim, não estou hoje em condições de redigir algo decete, pois este relato me lembro por quantas vezes não experimentei a sensação de tão perto e tão longe ao mesmo tempo…
=’(
Volto depois de tomar uns anti-depressivos… Ou não!
COMENTÁRIO:
Assim é o páreo da vida, camarada. Abraços e boa sorte,
Careca
É dura (as vezes até demais) a vida de um pangaré. E quem nunca foi pangaré, que atire a primeira pedra. Ou caso seja uma “potranquinha”, se nunca esnobou o pangaré para depois dar de mão beijada para o garanhão, que atire a primeira pedra.
Infelizmente, como diz aquele ditado “assim como são as pessoas são as criaturas”.
Saudações Coloradas
COMENTÁRIO:
E seguimos em frente. Trotando sempre. Abraços,
Careca
tudo bem tudo bem eu assumo…
assumo q ja esnobei um pangare pra dar para um garanhao… e sabe o que ganhei com isso?
NADA!!! nao digo que me arrependo de ter trocado um pelo outro, mas me arrependo de nao ter incluido um pangare na minha lista…
mas em certos tempos, tomei uma atitude mais radical: o amor é lindo e o sexo é maravilhoso, entao nao importa de onde e de quem venha, contanto que venha…
foi uma fase um tanto galinha, mas otima… pois agora encontrei meu pangare/garanhao e to di boa…
bjo
COMENTÁRIO:
E é isso que importa no nosso reino animal: ficar di boa. Beijos,
Careca
Thais
As vezes um pangaré tem um dia de garanhão…
Saudações Coloradas
é careca vc tem razão…
temos que encontrar o meio termo entre pangaré e garanhão.Do pargaré temos q ter a sua simpatia e a cordialidade.Já do garanhão buscamos a “pegada” e atitude perante a pequena.
Com esse “tempero” n tem pequena alguma que não queira provar da comida.
bjus pequenas!!
COMENTÁRIO:
É isso aí. Abraços,
Careca