
Fazia algum tempo que um filme não era tão comentado – e visto – quanto “Batman – O Cavaleiro das Trevas”. Pelo que me lembro, a última película que recebeu tantas linhas foi “Amor, Estranho Amor”, quando lançada em vídeo e a Xuxa tentou recolher as cópias. Ok, o pessoal nem falou tanto assim, mas eu fiquei revoltado com a postura da rainha dos baixinhos e acho que faltou mobilização.
Voltando ao filme de Christopher Nolan – que muitos acreditam que foi dirigido e pensado pelo Heath Ledger -, em cartaz em todo o país, creio que em uma semana li uns dez artigos que elaboravam teorias sobre a obra.
Talvez o mais insano – até pensei que tinha sido escrito pelo próprio Coringa – foi elaborado pelo João Pereira Coutinho, na “Folha de S.Paulo”. Ah, mas certamente o mais cabeça veio da pena do Arnaldo Jabor, claro. Vale a pena ler mais um paranóico amontoado de frases explicando por que o Batman é o Bush e o Coringa é o Osama Bin Laden – ou vice-versa, não entendi porra nenhuma, na verdade.
O do Xexéo no “Globo” foi o mais engraçado. Mas paremos por aqui.
Prometi que não escreveria nada sobre o filme, tão enjoado que fiquei das genialidades bestiais perpetuadas pelos coleguinhas.
Mas vou cumprir a promessa apenas pela metade. Isso porque não falarei sobre o quanto gostei da fita, mas escreverei para elogiar a performance da mocinha, a adulta Rachel Dawes (Maggie Gyllenhall).
Afinal, todos sempre se referem ao estonteante vilão de cara pintada ou aos trejeitos afeminados do homem-morcego. Mas se calam diante da importância da única pequena que explode com o filme.
Pois é óbvio que a Rachel Dawes é a personagem mais importante da obra. Nada supera a sua franqueza, dor e força de vontade. Será que ninguém sacou que em “Batman – O Cavaleiro das Trevas” tudo só acontece por causa de uma mulher?
Ah, mas aí está a história do mundo.


Tudo, absolutamente tudo, acontece por causa de uma mulher.
Desde que a danada da Eva mordeu a maçã, o planeta corre pra frente - e às vezes anda pra trás - por causa delas.
E não adianta me falar sobre heróis que se vestem de preto, vilões que adoram pintar a cara com a maquiagem da mamãe ou heróicos policiais cheios de bravura.
Nada supera a determinação e a loucura de uma fêmea.
Batman luta desesperadamente pra resolver logo o problema da criminalidade apenas pra se tornar um sujeito normal e amar de uma vez a sua pequena.
Harvey Dent, o temível promotor desse fantástico e imperdível filme, luta desesperadamente pra impressionar sua mulherzinha. Ele obviamente só coloca a moçada do mal atrás da grade porque precisa ganhar um olhar de tesão da sua mina.
Tanto que fica bem desanimado e passa para o lado negro da força quando sua futura esposa literalmente vai pelos ares (ops, e isso foi um spoiler).
Tudo, mas absolutamente tudo, gira em torno de Rachel no filme mais masculino e imperdível da temporada.
O Batman de Christopher Nolan é sensacional justamente porque sabe que nada neste mundo se move sem o olhar de uma mulher.
Fico realmente decepcionado quando observo que todos comentam a armadura negra do mocinho ou a doideira de um monstrengo assexuado que pinta a boca com um batom vermelho. Mas não falam sobre a fundamental presença de uma donzela capaz de desestruturar todo um universo.
Batman prova que as coisas importantes só acontecem porque queremos impressionar as nossas pequenas.
O resto é loucura do Coringa.
Sabe que eu não tinha pensado muito nesse detalhe do filme? Haha, pior que é verdade mesmo! De que adianta os caras serem podres de rico, poderesos, inteligentes se ela não olha pra eles?
E essa tia é muito legal! Fui com a cara dela desde que assisti “Mais estranho que a ficção”. O filme é ótimo e a personagem dela é demais!
COMENTÁRIO:
Tia? Ok. Abraços,
Careca
Careca querido,
a sutileza do filme é genial, realmente o verdadeiro motivo, vc, só vc, conseguiu extrair dele.
faltou vc falar da voz do Batman, num sei pq mas eu ameiii, achei sexy… rs
Beijosss
COMENTÁRIO:
Sem dúvida. Vi muitas pequenas suspirarem por aquela voz bat-rouca. Beijos,
Careca
Já foi assim em outros bat-filmes, com a Hera Venenosa, Mulher Gato, Bat-girl…
Mulheres são como drogas… na dose certa é prazer; passou é letal.
realmente, seu ponto de vista é raro. E muito interessante. Mas ainda acho que filmes de super-herois deviam ser mais mortes e menos romances… hehehe