
Faz algumas horas que estou namorando a foto de Leila Diniz na capa do livro “Leila Diniz – Uma Revolução na Praia”, do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos. Fato que me deixou avançar apenas cento e poucas páginas na leitura dessa delícia de vida. Estou passando por dificuldades. Percorro as letras e, de repente, paro e me deixo ficar longos minutos olhando a tal fotografia.
Tudo porque busco o borogodó perdido, que já virou até título de obra literária do sacana Joaquim.
Pra quem não sabe, borogodó é, segundo Houaiss, um atrativo pessoal irresistível. Incensado pelo comediante Zé Trindade nas antigas chanchadas, esse substantivo coloca um pouco de sal, azeite e sabor em qualquer pequena.
É aquele treco que não sabemos definir muito bem, é uma sensação mística, que engloba surpresa e tesão.
Vocês sabem como é? Aquela menina tão fofinha e amiga, meiga mesmo, um dia aparece e nos encanta, derruba todas as nossas certezas, coloca os sentimentos mais precisos no miserável chão da incompreensão.
Pode ser um jeito de falar “oi, meu querido”, a maneira de se vestir, a loucura de encarar a vida, a delicadeza de mexer um ramo do cabelo, a boca tão safada quanto a de Julia Roberts, a eterna crença na felicidade, enfim, qualquer coisa.
O borogodó se manifesta em cantos insondáveis.
E uma mulher precisa do borogodó pra conquistar um homem.
Ah, pobre da garota sem esse encanto extra, daquela que não foi contaminada pela seiva do borogodó.
Pode ser a Gisele Bundchen, a Onassis, a Angelina Jolie. Ter os lábios grossos, a conta bancária recheada ou a beleza de uma fêmea grega. Mas se não tiver borogodó… Beijinho, beijinho e tchau, tchau.
Por isso fico aqui, vidrado nessa Leila de biquíni, sorriso solto feito raio de Sol em dia quente de verão, anel no dedo e coxas insondáveis.

Eis o símbolo máximo de borogodó. Aqui está o registro perfeito do que seria a pequena mais sexy e deslumbrante do universo. Congratulations Leonam, o sujeito que captou – e tirou a tal foto da capa - o que os olhos e o coração não conseguem registrar em imagem.
Antes de continuar aporrinhando a lamentável vida de todos, digo que o livro é obviamente indispensável. Joaquim opina, xinga, compara, conta causos e é parcial. Tudo o que se exige de um Capote respingado de areia e de mar.
Com ele, entendemos porque nos apaixonamos pela vida e por todas as mulheres do mundo.
Leila não inventou nada. Apenas entendeu que a sua sobrevivência se encontrava no tal borogodó. Com esse mistério (para os homens), ela dominou o mundo macho por vários anos.
Sua morte, aos 27 anos, só veio confirmar a falta de lógica para este planeta globalizado e aquecido.
Sou péssimo para conselhos. Mas preciso aqui registrar um: leiam o extenso e safado perfil de Joaquim (publicado pela Companhia das Letras).
O autor também já jogou nas livrarias uma pequena biografia de Antônio Maria, que com certeza tinha o borogodó masculino.
Meninos e meninas, parem um pouco de copiar os outros. Tentem por alguns instantes se olharem e exaltarem seus próprios borogodós.
Todas as mulheres do mundo podem ser um pouco Leila Diniz.
PS: Leia aqui o texto “Procura-se: Mulher Leila Diniz” e os comentários, pois há bonita manifestação de Antônio Manoel, que nos conta uma história que consta do livro.
Agora fiquei pensando se eu tenho ou não tal do borogodó!
Não sabia que os homens prestavam atenção nisso.
Achei que eles só se importassem com bundas e peitos….
Mais uma coisa pras mulheres se preocuparem.
COMENTÁRIO:
Olha Karina Orelhas Perfeitas, pode parar de pensar então. Na humilde opinião deste escriba, sua cota de borogodó está altíssima. Beijo,
Careca
Ah, que lindo texto.
Viva o borogodó.
COMENTÁRIO:
E viva! Beijo,
Careca
Vou de Carol, Viva o borogodó!
abs.
Olá! Estou acompanhando seu Blog lá do meu.
Ah,leila Diniz era o máximo! Irreverente, audaciosa, tinha atitude, coragem.
Sou fã dela!
Vc viu o filme da vida dela, careca?
Nunca imaginei que ela fosse uma perseguida política, qual…
Amei!
Ah!!! Sobre o borogodó..Ih! Isso é muito mais importante do que muito bumbum por aí, com certeza!
Pode ter bumbum e não ter o tal borogodó, né, não?
Beijo procê!
COMENTÁRIO:
Não vi o filme não, Malu. Mas vou atrás. Obrigado. Beijos,
Careca
eu adoro falar de borogodó. Eu me lembro que quando eu estava no 4º bloco da faculdade eu e mais duas amigas que tínhamos cabelos longos decidimos cortá-los curtos e passamos uma semana mais ou menos discutindo se perderíamos ou não o tal borogodó
COMENTÁRIO:
Perderam? Abraços,
Careca
O Borogodó é mais que pernas e bundas meninas, é a essência, o mistério, a alegria, o diferencial que te faz única, Viva o BOROGODÓ!!!!!!!!KKKKKkk
COMENTÁRIO:
Ah, viva mesmo. Beijo,
Careca