
Ah, minhas queridas leitoras e diletos leitores… A dor do amor é a mais pura e sangrenta forma de deixar de existir. Penso aqui num grande campeonato de sofrimento pela falta da pessoa amada. Homens de um lado e mulheres do outro. Acho que presenciaríamos um eterno empate, numa infinita disputa de pênaltis entre pássaros feridos. Não há justiça capaz de provar quem verte mais lágrimas (explícitas ou não) quando é abandonado(a) por um certo alguém.
Ou vocês apostariam que as donzelas sentem uma tristeza muito mais profunda do que os machões? Julgando pela Bridget Jones, acho que não. Elas tomam lá seus vinhos, comem meia dúzia de bombons e caem de novo no sonho de valsa. Já os meninos… Abandonam Roma em busca de outra Cleópatra e partem para conquistar novos mundos… Mas isso é papo para outro dia.
Motivado por intensos e doloridos desabafos de um amigo -que pretende formar família no estilo papai-e-mamãe com uma pequena que anda machucando seu coração- resolvi pensar um pouco sobre o matrimônio e suas variações.
Sim, porque conhecemos essa coisa de união entre homem e mulher, homem e homem, mulher e mulher, homem e bebida, homem e várias mulheres, mulheres e shopping etc. Mas tudo é meio previsível e estático. Ou é assim ou assado.
Mas o reino animal está aí. E nós (pasmem!) pertencemos a esse grupo tão fofinho que habita o planeta. E, mais uma vez, eles nos dão uma lição de amoralidade e proporcionam diversas formas de união e amor.
Será que não chegou o momento de mirarmos nos exemplos dos bichinhos e partir para outras formas de amar? Sofrer por apenas algumas me parece mesquinho, sacana mesmo com a natureza tão pródiga em fornecer opções. Se o seu estilo não cola, que tal tentar uma das uniões abaixo?
O CHEIRO DO AMOR
Os hipopótamos machos entenderam faz tempo aquela história sobre o “amor que vem de dentro”. Por isso, quando querem uma parceria estável, esparramam pelo chão cocô e xixi em quantidades industriais. Após marcar o território com as próprias entranhas, eles passam a arremessar a meleca por todos os lados. As fêmeas ficam excitadas com o cheiro da lambança e partem para encontrar o machão dono daquele excremento. Ideal para quem pretende um relacionamento sujo, mas muito honesto e íntimo.
TRÊS FORMAS DE AMAR
Os gansos machos preferem a companhia um do outro e ignoram as fêmeas. Papo vem, papo vai, e os gansos juntam as penas e vivem um intenso caso homossexual. Mas eles sabem que o planeta Ganso depende das meninas também. Então, aceitam compartilhar o amor que não diz o nome com uma fêmea (apenas para reprodução). E o trio segue junto cuidando do rebento. Ideal para quem pretende um relacionamento moderno e não precisa da pena dos outros.

CANTA PRA SUBIR
Os gafanhotos têm 400 tipos diferentes de músicas para cantar durante a corte e o acasalamento. Repertório para nenhum Caetano colocar defeito. Ou não. O fato é que o macho pode ter uma musiquinha para flerte, outra para o casamento e assim vai. Ideal para quem curte um banquinho e um violão.
REFEIÇÃO COMPLETA
O macho da aranha lince (que não é burro) atrai a fêmea para sua teia e a envolve numa espécie de bolo de seda ma-ra-vi-lho-so. A pequena se enrola naquele conforto e passa a devorar a seda (para esses bichos, isto é considerado um banquete divino). Então, o garoto fica animado, abre uma cervejinha e monta na garota, que deixa o pau comer solto. Dizem as más línguas que ela não está nem aí para a cópula, tão distraída que fica com a sua seda. Ideal para quem gosta de comprar um amor.
MATAM A COBRA E MOSTRAM O PAU
Agora, exemplo bom mesmo vem lá do Canadá, com as cobras thamnophis de lateral vermelha. Quando elas pretendem se amar, fazem o óbvio: uma orgia. Vinte e cinco mil delas se reúnem numa cova espremida e começam o rala-e-rala. O problema é que o lugar vira um Belo Horizonte ao contrário, com cerca de cem cobras machos competindo por uma fêmea. Às vezes, naquela loucura toda, com os hormônios explodindo, os meninos acabam matando a pequena (sem querer, por causa do peso excessivo). Só que não reparam no crime e continuam a brincadeira, se tornando cobras que praticam a necrofilia. Ideal para… Bem, prefiro não dar conselhos que envolvam orgias e morte.
Aqui está. Viram? Pra que sofrer por aquele(a) se a mamãe natureza oferece tantas formas de amar? Escolha a sua.
Mulher fatal
A femea Gafanhoto devora seu parceiro apos a copula.
Ideal para homens q gostam de um amor submisso.
Mas falando serio…
Recentemente vi em um documentario que praticamos a arte do sexo de varias formas diferentes o tempo inteiro , na musica, na dança,na arte visual…isso tudo só seria uma forma de atrair um parceiro(a)…e ainda as mulheres alteram seu padrão de beleza de acordo com o ciclo menstrual preferindo homens de maior concentração de hormonios quando estão ferteis…e como elas fazem isso? pelo cheiro! elas tem o dom de “medir” o sex appeal dos machos…curioso e surpreendente…nada de muito novo…Momento Discovery…mas documentario muito curioso só não lembro o nome dele …um abraço Careca…e uma dica palavras no diminutivo são altamente homosexuais sem falar que falar fofinho é altamente emo…kkkk
COMENTÁRIO:
Como diz uma biba amiga deste sítio: fofinho é uó. E obrigado pelas informações. Sempre é bom a gente se sentir um tantinho (ops, diminutivo) mais inteligente. Abraços,
Careca
Estava eu perdida nesta imensa rede de informações, muitas vezes completamente inúteis ,procurando um cantinho para chamar de meu.Amor à primeira vista e eterno(enquanto durar) é o que posso definir o que sinto em relação à este blog.Seus artigos me fazem lembrar que ainda sou normal, apesar de antiquada em relação ao resto do mundo.Compartilho de seus suas concepções cotidianas.Tudo isso só para dizer que é a primeira vez que ouso comentar por aqui e também para dizer que não há nada melhor do que sentir nas veias a vida pulsar através do sofrimento amoroso, ele nos angustia, sufoca, emudece, como em uma vertiginosa viagem alucinógena.Não há droga melhor que o amor,digo droga porque ele é a doença e também o remédio.Quanto ao amor carnal e procriatório tão comum em nosso mundinho animal me parece que as estratégias mentais criadas não têm limites, não há regras para alcançar o objetivo primário.Pensando bem , não somos tão diferentes assim de nossos amiguinhos bichos. Ósculos e amplexos, meu caro.
COMENTÁRIO:
Sim, minha cara, o amor é o nosso veneno/remédio. E continuemos seguindo nossos instintos. Estes sempre nos levam pra algum lugar. Ósculos pra você.
Careca
Pois é, pra que sofrer? Se sofrer nao faz ela(e) voltar? O negócio é bola pra frente e procurar achar uma pequena que se ajuste melhor a sua forma de amar…..
VIVA A VIDA AMOROSA E INTENSAMENTE =D
COMENTÁRIO:
É isso aí. Abraços,
Careca
Não gosto de sonho de valsa, prefiro chocolate puro, de preferência, meio amargo… rs…
Adorei o “Belo Horizonte ao contrário”!!! Mais pura verdade! Só a forma de amar que é meio punk; nada contra, nunca diga nunca, mas prefiro uma só.
beijos!