
Já escrevemos aqui que quanto mais dois homens se xingam e procuram ofender mãe e esposa um do outro, mais eles são amigos.
Com o Nariz, jornalista e fiel leitor desse site, essa lei é tratada com total devoção. Se você estiver numa mesa de bar com o sujeito, e ele simplesmente não te atacar ou ofender, pode esquecer, o cara não tá nem aí pra você.
Claro, como grande amigo do Gordo, há décadas ele vem se dedicando a espezinhar a vida do nosso colunista rechonchudo.
Vocês precisam ver. No boteco, molhados por chopes e pingas caseiras, esses dois travam duelos verbais dignos de Scarlett O’Hara e Retth Butler. Quem passa próximo de um desses rounds pode achar que o sangue correrá em questão de segundos. Na verdade, tudo ali não passa de declaração de amor disfarçada, de macho.
Bom, fato é que outro dia discutíamos (eu, Nariz, Gordo, Imortal da ZN e outros alegres convidados) o tal Macho Porto Seguro.
Nariz (vale lembrar que não é o Luciano Huck) ficou completamente possesso com o artigo escrito pelo Gordo (leia aqui) sobre o tema e resolveu enviar para este site uma réplica.
Nós aqui sempre estimulamos o debate, o bom texto e a discórdia. Então aí está. Exclusivo para o MPNM, a revolta do Nariz.

O MACHO PORTO SEGURO
Por Nariz
“Pobre Gordo.
Impaciente, uma de suas marcas registradas, sentou o buzanfã na sua cadeira Mies Van Der Rohe e começou a vomitar de forma tosca, precipitada e mal-acabada os ensinamentos tão refinados que tentei lhe transmitir no fim de semana no campo.
Teria ficado melhor se tivesse chamado alguém da Porto Seguro para ajudar no texto.
Sim, na nossa sociedade paulistana-corre-corre-consumista-sufocante, o Macho Porto Seguro veio para se juntar a outras matizes da fauna: machos alfa, machos beta, bonobos, metrossexuais e quetais.
E o Gordo, caros e caras, é o Macho Porto Seguro,
A tentação é grande, afinal.
Para que buscar a escada e trocar a lâmpada se posso discar 1-2-3-P-O-R-T-O, ou coisa que o valha, e receber em casa, em meia hora, um homem de macacão azul, braços fortes, eclético naqueles afazeres que meu pai sempre desempenhou tão bem, para suspiros de mamãe e demais senhoras que frequentavam a casa?
Para que caminhar até a loja de materiais de construção da esquina, versão reduzida das testosterônicas arquibancadas de estádio, para compras fusíveis, parafusos e buchas, se posso fazer valer aquele cartãozinho plástico da carteira e convocar aquele competente macho de macacão azul?
São esses os pensamentos do Gordo, e de tantos outros nestes tempos infames, que não vacilam, não hesitam: ao menor problema, 1-2-3-P-O-R-T-O, versão pobre em charme e bom-humor do símbolo do morcego irradiado pelo comissário Gordon nos céus de Gotham City, mas que tem o mesmo sentido, um desesperado pedido de socorro.
(E imagino que os sorrisos de Gordo e seus pares ao receberem a notícia, pelo interfone do condomínio, da chegada do macho sejam semelhantes aos das mocinhas do onomatopéico seriado ao verem o homem-morcego distribuindo seus kapows!, pows! e boffs!. Sorrisos que dizem “meu herói chegou”.)
E não me venha com conversinha de dedo quebrado ou de esmalte trincado. Porque manejar uma chave de fendas não requer prática tampouco habilidade. Mas para que ressuscitar o macho adormecido dentro de mim se posso, com os mesmos dedos, discar 1-2-3-P-O-R-T-O? É, Gordo…
Antes de ir, duas revelações.
A fonte da informação sobre a devoção do Gordo à Porto Seguro foi sua própria pequena. A mesma que, já nos acréscimos da estadia no campo, voltou-se para este que vos escreve e pediu: “Abre essa garrafa de água para mim? Ele não consegue”.
Taí o busílis. O que acontece com o Macho Porto Seguro quando a distância é grande, o telefone pifa, a área não tem cobertura da seguradora, o homem do macacão não aparece? Taí, também, o lado bom da coisa: o Macho Porto Seguro não vive muito além do perímetro urbano.
Não veja como uma crítica, Gordo, mas como um conselho para seus recentes planos de uma vida rural: aprenda a trocar um fusível. Lá naquele meio de mato, ao menor pedido de ajuda banal ao sitiante vizinho, sua fama vai se espalhar. E lá eles são muito menos compreensivos que o amigo aqui.”
É isso mesmo, o mínimo que um car a tem que fazer nessa vida é ser útil nesses momentos em que a habilidade masculina é exigida.
Até eu (gay até a alma) realizo tais servicinhos - tudo bem que os resultados nem sempre são razoáveis, mas eu meto a cara e faço.
Gordo e seu sseguidores: Honrai-vos vossas cuecas e mãos à obra, afinal para quê serve um homem em casa?
COMENTÁRIO:
Giuliano,
Você que as vezes vive com dois homens em casa e eu que vou responder? Se você não sabe imagina eu, te peguei!
Abs,
Gordo
Também acho que ser macho não está ligado a trocar fusíveis ou lâmpadas, mas saber fazer isso também não custa nada. Porém, não devemos deixar de ser macho na hora que precisa realmente… A hora do bem bom com a pequena.
Abraços, Vinícius.
Até então eu achava que todos sabia fazer coisas desse tipo ( Tipo: troca a resistencia do chuveiro, um fusiveis, fazer um gato, troca um cano é etc).
Eu sei fazer alguma dessas coisas, Afinal de contas eu não iria pedir a uma pequena com todas as suas delicadezas,curvas é outras coisas que não vem ao caso, para fazer isso por mim… Muito menos a outro macho !
Afinal, E super gratificante ver o rostinho agradecido da pequena quando abrimos uma lata de palmito ou coisa do tipo.
(Só para não perde a viagem, Putz careca parei de ficar com aquela pequena, O incoveniente do namorado dela tava marcando em cima… Ai não da née !)
Abraços Galera.
COMENTÁRIO:
De inconveniente, basta a chefia, certo? Qualquer coisa estamos por aqui. Abraços,
Careca