
Não é que estava eu tomando minha caninha quando em meio a um chuvoso dia de inverno, cá entre nós bastante incomum, encontrei nosso querido Seu Noronha que atacou com tudo: vocês são todos uns bundões e deviam comemorar a liberdade que é dada ao homem que deixou de ser um provedor.
Parei, pensei e confesso que quase deu “tilt”, mas e a tal crise do macho?
Seu Noronha: Crise do macho o cacete, olha que beleza você poder se livrar da alcunha de ser provedor da sua família e se tornar apenas mais um colaborador. É ótimo, você libera recursos para mais projetos pessoais seus…
Eu confesso que nunca havia pensado nisso, geralmente, muitos de nós, competitivos, passam a arrumar 2 ou 3 empregos para compor a renda e claro não aguentam nem mesmo transar com a própria mulher depois de tentar ganhar igual ou mais do que a pequena.
Seu Noronha confessou que a vida toda ganhou menos do que a mulher. Confesso que isso não me surprendeu, mas a alegria dele ao contar isso me parecia um tanto quanto diferente do tom amargurado que aqueles que ousam confessar tal ignomínia à masculinidade costumam usar.
Confesso que fiquei atônito diante de tal frescor na revelação, mas quis o destino e o meu temperamento filho da puta provocar um pouco mais o intrépido velhinho: Quer dizer que o senhor passou de bar em bar porque era a mulher que pagava a conta?
_ “Nada disso fedelho, esbravejou o velhinho raivoso, “eu não disse que fui sustentado pela minha mulher, mas que dividimos contas, sonhos e projetos e essa nossa parceria foi libertadora para mim e com certeza deve ter sido um tanto quanto libertadora para ela, em contrário, não estaríamos casados até hoje.” (são 50 anos de broncas ininterruptas devido a permanência do sujeito em bares e congêneres sempre com a missão de iluminar os passos dos homens das futuras gerações.)
Sentimental do jeito que sou, quase falo é isso, o tal do “segredo da vida” sobre o qual falava Raul Seixas, vamos nessa… “caminhando e andando”… entre muitas outras versões.
Com tantas redes colaborativas, wikmonics e outros diabos na internet, por que não conseguimos criar casais colabortivos qe vivam junto em harmonia sem um se impor ao outro? Acho que as vezes experiência faz toda a diferença, matou a pau o velho Noronha.
Sábias as palavras do seu Noronha, mas não esqueçamos da sabedoria de sua mulher que não se tornou o “macho” da casa, rebaixando, humilhando, desvalorizando (etc.) o marido como muitos de nós o fizemos com as nossas pequenas. Ela se tornou parceira em todos os sentidos e momentos da vida de seu Noronha.
Abraço.
COMENTÁRIO:
Antonio,
Acho que é isso aí, casamento assim é como bebida alcólica: aproveite com moderação!
Abs,
Gordo
Concordo com você Gordo!
Se existissem casais mais “parceiros”, a coisa toda seria beeem diferente…
O grande problema é a competição que existe entre alguns casais, ou ainda aquela idéia paternalista que trazemos desde a infância de que todo o sucesso ou fracasso de uma família depende do macho que a comanda…Ridícula essa idéia viu! rs
Bjos Gordo!
COMENTÁRIO:
Leninha,
É o condicionamento social vive fazendo seus estragos, mas viver como todo mundo pensa rende bem menos dores de cabeça e de coração.
Beijoca,
Gordo
Ainda bem quei ainda temos sábios como Seu Noronha a nos iluminar neste tempo caótico e frenético.
Pra mim, não existe melhor prova da união entre teoria e prática.
Depois do Menage a Trois, teremos então casametnos 2.0?
Increable!
COMENTÁRIO:
Lucas,
Só espero que o mundo não fique ainda mais nerd ou geek com esse andar da carruagem.
Saudações,
Gordo
Seu Noronha está coberto de razão. Tem coisa melhor do que fazer uma coisa feita pra dois, valer para os dois? Assim tudo se encaixa e as pessoas vão concretizando suas realizações pessoais sempre com um parceiro. Incrível!
Abraços, Vinícius.
COMENTÁRIO:
É isso aí.
Raramente as coisas funcionam assim, mas quando rola…
Abs,
Gordo
Amei seu texto, Gordo.
Antes de citar o tema, preciso observar que está muito bem escrito.
Vamos lá…
Fica uma dúvida:
“É ótimo, você libera recursos para mais projetos pessoais seus…”
Quais??? Churrasco com amigos? Cervejinha no fim do dia? Futebol às quartas? Uma academia pra dizer que está malhando? rsss
Beijos
COMENTÁRIO:
Ana Carolina,
O céu é o limite para projetos pessoais; pode ser um opalão, uma moto velha ou qualquer outra quinquilharia…
Beijoca,
Gordo
Que nada… homem tem que pagar tudo sim. Quando a mulher paga contas em casa ela perde tempo de se cuidar… isso quando não esquece que salão existe. Ai o homem vai lá e como tem ajuda da mulher pra pagar as dívidas caseiras se aproveita disso pra enxer a amante de mimos… hahahahaha!
Bjok.
Rapaz, a minha regra é a seguinte: Mulher só serve se somar, mulher pra dividir já basta as da rua… E da-lhe seu Noronha.
COMENTÁRIO:
Daniel,
Eu já penso diferente, adoro dividir tudo com mulher e nem esta distinção entre as da rua e a de casa eu fazi na época que andava vadio.
Abs,
Gordo
Este Daniel e mesmo um poeta!
rs
Concordo cmo Seu Noronha…
Amor e bom pra dividir, passar perrengue junto,viver tudo junto!
Casamento e isso…
até que a morte os separe, correto!?