Macho pero no Mucho
 
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Drogas

03/08/2009 - 11h37

Pelo fim do macho-provedor

Não é que estava eu tomando minha caninha quando em meio a um chuvoso dia de inverno, cá entre nós bastante incomum, encontrei nosso querido Seu Noronha que atacou com tudo: vocês são todos uns bundões e deviam comemorar a liberdade que é dada ao homem que deixou de ser um provedor.

Parei, pensei e confesso que quase deu “tilt”, mas e a tal crise do macho?

Seu Noronha: Crise do macho o cacete, olha que beleza você poder se livrar da alcunha de ser provedor da sua família e se tornar apenas mais um colaborador. É ótimo, você libera recursos para mais projetos pessoais seus…

Eu confesso que nunca havia pensado nisso, geralmente, muitos de nós, competitivos, passam a arrumar 2 ou 3 empregos para compor a renda e claro não aguentam nem mesmo transar com a própria mulher depois de tentar ganhar igual ou mais do que a pequena.

Seu Noronha confessou que a vida toda ganhou menos do que a mulher. Confesso que isso não me surprendeu, mas a alegria dele ao contar isso me parecia um tanto quanto diferente do tom amargurado que aqueles que ousam confessar tal ignomínia à masculinidade costumam usar.

Confesso que fiquei atônito diante de tal frescor na revelação, mas quis o destino e o meu temperamento filho da puta provocar um pouco mais o intrépido velhinho: Quer dizer que o senhor passou de bar em bar porque era a mulher que pagava a conta?

_ “Nada disso fedelho, esbravejou o velhinho raivoso, “eu não disse que fui sustentado pela minha mulher, mas que dividimos contas, sonhos e projetos e essa nossa parceria foi libertadora para mim e com certeza deve ter sido um tanto quanto libertadora para ela, em contrário, não estaríamos casados até hoje.” (são 50 anos de broncas ininterruptas devido a permanência do sujeito em bares e congêneres sempre com a missão de iluminar os passos dos homens das futuras gerações.)

Sentimental do jeito que sou, quase falo é isso, o tal do “segredo da vida” sobre o qual falava Raul Seixas, vamos nessa… “caminhando e andando”… entre muitas outras versões.

Com tantas redes colaborativas, wikmonics e outros diabos na internet, por que não conseguimos criar casais colabortivos qe vivam junto em harmonia sem um se impor ao outro? Acho que as vezes experiência faz toda a diferença, matou a pau o velho Noronha.



por Gordo

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9 Comentários »

Antonio
2009-08-03 13:02:37

Sábias as palavras do seu Noronha, mas não esqueçamos da sabedoria de sua mulher que não se tornou o “macho” da casa, rebaixando, humilhando, desvalorizando (etc.) o marido como muitos de nós o fizemos com as nossas pequenas. Ela se tornou parceira em todos os sentidos e momentos da vida de seu Noronha.

Abraço.

COMENTÁRIO:
Antonio,
Acho que é isso aí, casamento assim é como bebida alcólica: aproveite com moderação!
Abs,
Gordo

 
Leninha
2009-08-03 13:31:08

Concordo com você Gordo!
Se existissem casais mais “parceiros”, a coisa toda seria beeem diferente…
O grande problema é a competição que existe entre alguns casais, ou ainda aquela idéia paternalista que trazemos desde a infância de que todo o sucesso ou fracasso de uma família depende do macho que a comanda…Ridícula essa idéia viu! rs

Bjos Gordo!

COMENTÁRIO:
Leninha,
É o condicionamento social vive fazendo seus estragos, mas viver como todo mundo pensa rende bem menos dores de cabeça e de coração.
Beijoca,
Gordo

 
Lucas Sucas
2009-08-03 19:59:24

Ainda bem quei ainda temos sábios como Seu Noronha a nos iluminar neste tempo caótico e frenético.

Pra mim, não existe melhor prova da união entre teoria e prática.

Depois do Menage a Trois, teremos então casametnos 2.0?

Increable!

COMENTÁRIO:
Lucas,
Só espero que o mundo não fique ainda mais nerd ou geek com esse andar da carruagem.
Saudações,
Gordo

 
Vinícius
2009-08-03 21:37:49

Seu Noronha está coberto de razão. Tem coisa melhor do que fazer uma coisa feita pra dois, valer para os dois? Assim tudo se encaixa e as pessoas vão concretizando suas realizações pessoais sempre com um parceiro. Incrível!

Abraços, Vinícius.

COMENTÁRIO:
É isso aí.
Raramente as coisas funcionam assim, mas quando rola…
Abs,
Gordo

 
Ana Carolina
2009-08-04 10:16:59

Amei seu texto, Gordo.
Antes de citar o tema, preciso observar que está muito bem escrito.
Vamos lá…

Fica uma dúvida:
“É ótimo, você libera recursos para mais projetos pessoais seus…”

Quais??? Churrasco com amigos? Cervejinha no fim do dia? Futebol às quartas? Uma academia pra dizer que está malhando? rsss

Beijos

COMENTÁRIO:
Ana Carolina,
O céu é o limite para projetos pessoais; pode ser um opalão, uma moto velha ou qualquer outra quinquilharia…
Beijoca,
Gordo

 
Taly Carmona
2009-08-11 12:13:48

Que nada… homem tem que pagar tudo sim. Quando a mulher paga contas em casa ela perde tempo de se cuidar… isso quando não esquece que salão existe. Ai o homem vai lá e como tem ajuda da mulher pra pagar as dívidas caseiras se aproveita disso pra enxer a amante de mimos… hahahahaha!
Bjok.

 
DAniel
2009-08-14 17:20:26

Rapaz, a minha regra é a seguinte: Mulher só serve se somar, mulher pra dividir já basta as da rua… E da-lhe seu Noronha.

COMENTÁRIO:
Daniel,
Eu já penso diferente, adoro dividir tudo com mulher e nem esta distinção entre as da rua e a de casa eu fazi na época que andava vadio.
Abs,
Gordo

Mika
2009-08-24 19:10:16

Este Daniel e mesmo um poeta!
rs

 
 
Mika
2009-08-24 19:11:37

Concordo cmo Seu Noronha…
Amor e bom pra dividir, passar perrengue junto,viver tudo junto!
Casamento e isso…
até que a morte os separe, correto!?

 

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