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Sexo

13/08/2009 - 10h58

Marido é capital no Brasil

Recentemente me encantei com o livro “A Outra”, que mostra estudos antropológicos sobre a identidade da amante do homem casado, de autoria de Mirian Goldenberg. A obra encontra-se, salvo engano, na 9ª edição. Hoje, vi a doutora na Ana Maria Braga e ela soltou a pérola acima que reproduzo a seguir: “marido é capital no Brasil”.

De acordo com a antropóloga, ter um marido no Brasil é “capital”. Isso mesmo “capital”, no mais duro aspecto econômico, que podemos resumir grosseiramente como uma referência à riqueza financeira, especialmente aquela necessária para iniciar ou manter um negócio.

Que o casamento é um negócio não há dúvida, uns mais outros menos, mas o empreendimento do casamento demanda paciência dos sócios, cumplicidade e muita conversa. Ah, ia me esquecendo, e sem dinheiro não há quase nenhum que sobreviva, não é mesmo como uma empresa? Mas por que diabos eu, um marido, posso me considerar um capital para minha companheira?

O negócio funciona, mais ou menos, assim: demograficamente há muito mais mulheres do que homens no Brasil, sendo assim, aquela que possui um marido é uma vencedora, pois ela fez com que esse sujeito não só a escolhesse, mas traz a ela a vantagem competitiva de ter um marido e duas rendas para manter a empreitada do casamento de pé.

Enquanto a outra, quanto mais os anos passam, menor torna-se a possibilidade dela casar-se e solteirona seria a mulher menos poderosa da nossa cadeia alimentar, enquanto a amante, seria um meio-termo entre os dois lados dessa mesma e cruel moeda.

Quais bens podem ser considerados capital, considerando-se a economia clássica, a seguir: aqueles que podem ser utilizados na produção de outros bens (esta característica faz do capital um fator de produção); aqueles que são feitos por humanos, em contraste com a “terra”, que é um recurso natural, localização geográfica e minerais; e aqueles que não se esgotam imediatamente no processo de produção, como as matérias primas e os bens intermediários. Oras, e não acontece isso tudo com um marido?

Marido como fator de produção; com ele você forma uma família e cria outros trabalhadores para o sitema.

Marido sempre é produzido por outros humanos, exceção feita aqueles que cada vez mais são feitos por tubos de ensaio, mas que um dia precisaram de outro ser humano para ser produzido.

Marido não se esgota com o casamento, uma vez que você tenha filhos com ele, nunca mais ele deixará de ser o pai do seu filho, eternamente, por mais que você se arrependa.

Viram, por isso pequenas vocês devem cuidar das suas aplicações nos seus maridos, oras se eles são capital, e em tempos de crise, como a que vivemos agora com milhares de pequenas assim como vocês dizendo que não tem homem na praça, o valor do sujeito aumenta, até mesmo daqueles que são um traste, que dirá aqueles cheios de qualidades, por isso em tempos de mar revolto o melhor é sempre ser conservadora e investir na poupança, obviamente com todo trocadilho do mundo, pois em tempos de guerra mais vale um passarinho na mão do que dois voando.



por Gordo

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11 Comentários »

jéssica
2009-08-13 17:28:18

caro Gordo, concordo com plenamente… sendo mulher, entrando naquele fase adulta tenho que admitir homens estão dificeis no mercado…infelizmente apesar da procura a oferta esta diminuindo…
Acho que a nós mulher devemos investir em homens commodities… a gente pega no estado bruto e vai transformando aos poucos até ele chegar na sua caracteristica final…
os manufaturados estão caros nesses tempos

beijão

COMENTÁRIO:
Jéssica,
Obrigado pela sua participação, mas saiba que ao investir no macho ele agrega valor e se outra pegá-lo seu prejuízo pode dobrar.
Beijão,
Gordo

Amauri
2009-10-12 05:43:45

Querida Jéssica. Sua idéia é boa e funciona (sou um testemunho vivo), porém é preciso a ter paciência e também permitir que o homem seja ele mesmo (e só ele vai descobrir o que eh ser ele mesmo). E saber também do prejuízo de perdê-lo. Mas saiba que nós machos, pero no mucho, buscamos não só as mulheres, buscamos a mãe, a amante, a deusa e também a prostituta. Pois também buscamos algo que nos complemente (temos um grande lado safado, pensamos que somos deuses e gostamos também de ser pais). Me lembra de um texto do Ziraldo, que não achei o link, sobre as mulheres inteligentes, emocionais, burras e as bundudas e peitudas. Se alguém encontrar, vale a pena.

 
 
Antonio
2009-08-14 10:31:41

Olá,
Concordo contigo em gênero, número e grau. Meninas, o retorno desse “investimento” só fazem aumentar e melhorar os bens tangíveis (que você pode tocar) e os intangíveis (que você pode sentir), mas se o retorno não for o esperado ou mesmo se houver perdas, mude de “investimento”.

COMENTÁRIO:
Antonio,
Boa dica, pois ficar insistindo pode aumentar em muito suas perdas.
Abs,
Gordo

 
Baiano
2009-08-14 11:12:27

Prezado Gordo,

Eu sou economista, por isso parei para ler o seu artigo sobre o “marido como capital”. kkkkkkk
Cara, faz todo o sentido!!!!!!!!!!
Basicamente é tudo uma questão de oferta e demanda. Se tem muita demanda no mercado por homem e a oferta é menor que a demanda, mais “caros” são os homens!!!
Olhem aí pequenas, ta na hora de repensarem com cuidado a possibilidade de largarem seus machos pero no mucho, pois este tipo é um dos mais escassos e mais “caros” no mercado!!!

Um grande abraço Gordo.

COMENTÁRIO:
Baiano,
Nada como um acadêmico da área para dar credibilidade ao nosso absurdo nom sense, não é mesmo?
Obrigado e abraço,
Gordo

 
Irene
2009-08-14 12:45:40

E agora?
Descapitalizada, como faço?? Como se entra no mercado sem capital?? rss….

Muito boa a analogia!

Beijinho,

Irene

COMENTÁRIO:
Irene,
Fique mais atenta as oportunidades do mercado.
Beijoca,
Gordo

 
Kelly
2009-08-16 08:15:26

Querido Gordo,

acabei de receber seu texto por uma lista de e-mails e resolvi comentá-lo.

Sou Socióloga e assistir ao programa da Ana Maria Braga no dia em que a Antropóloga Mirian foi convidada, na posição de especialista, para explicar a traição, tanto de homens, quanto de mulheres, no Brasil. Afnal, a mesma já estuda este tema há 20 anos.

Bem, o que queria comentar em seu texto é a forma equivocada como você interpretou o conceito de “Capital” utilizado pela antropóloga, já que você o considerou uma “pérola”. Ao dizer que marido é um forma de capital para as mulheres brasileiras, Mirian estava utilizando o conceito de Capital Simbólico e não Capital Financeiro, como você afirma equivocadamente em seu texto. Este é um conceito desenvolvido pelo Sociólogo Pierre Bourdieu.

Para Bourdieu, o capital simbólico é uma espécie de “poder” que nos traz o “prestígio” que uma determinada pessoa tem em determinada esfera da sociedade. Assim, este diferencial permite que uma pessoa desfrute de uma posição distinta frente a outras pessoas que não possuem esta forma de capital. No caso das mulheres casadas, a antropóloga considera que elas tem um “capital”, pois ser casada numa sociedade em que não existem tantos homens disponíveis, onde o homossexualismo se torna cada vez mais “institualizado”, ter um marido pode ser considerado um diferencial. Além do fato das mulheres casadas se inserirem em outras redes de relacionamento, que na maioria das vezes não estão disponíveis para as mulheres que não são casadas. Por exemplo, você acha que um homem levaria uma amante para conhecer a família dele? Possa até que aconteça em algum caso, mas é mais provável que ele leve a sua esposa.

Imaginem inúmeras outras situações que possam servir de exemplo de capital simbólico.

Acho que foi esta a minha pequena contribuição.

Abraço,
Kelly

COMENTÁRIO:
Kelly,
Obrigado pela sua contribuição é sempre bom aprender coisas novas, seja bem-vinda ao site.
Gordo

Antonio
2009-08-25 11:29:54

Mas de uma forma ou de outra o capital, seja ele financeiro ou simbólico , é um sinônimo de poder, o escopo deste artigo foi simplesmente fazer uma analogia bem humorada do SISTEMA capitalista (Financeiro) com os relacionamentos amorosos inspirada nas declarações dadas no programa. A definição de Capital é muito controversa tanto é que ele se desdobra em várias categorias (social, humano, etc…). então Gordo, não se preocupe, achei o seu artigo legal pacas. Nós precisamos é simplificar as idéias e conceitos, deixá-los mais suaves e próximos de nós simples mortais. Esse comentário me lembra aquela propaganda das havaianas onde tem um grupo tocando samba e ai vem alguem querendo “conscientizar” quebrando o barato do pessoal. Abraço e força.

Comentário:

Antônio,
Faço minhas as sua palavras. E tenho dito!
Abs,
Gordo

 
 
Mika
2009-08-24 19:23:02

Apoiado!
Por isso já marcamos a data do casamento!
Esteja convidado…
Ano que vem.. na minha linda Ilhéus( procura no mapa q vc acha! Fica no interio da Bahia! e Tem praia! êba!)

Comentário:

Mika,
Eu vou ao seu casamento e de quebra levo minha prancha para dar uma esticada em Itacaré também, viu?
Beijos e boa sorte,
Gordo

 
Mika
2009-08-25 18:27:22

Você tem razão…
Como a oferta de mulheres é mto grande
é cada vez mais difícil achar um macho pra chamar de MEU!
Mas, meninas, não desitam da procura..sempre tem um dando sopa
P.S: Muito cuidado! Verifique a procedência do material! rs


Comentário:

Mika,
Homem é como tudo na vida, tem de ter origem, mas sem aquela frescura que existe nos vinhos franceses, entendeu?
Beijoca,
Gordo

 
ane
2009-09-14 02:11:51

seguindo esse raciocínio, para ter um marido é necessário um investimento - a gente gasta capital tentando “adquirir” um marido - com roupas, cabeleireiros, tratamentos de beleza, festas, tempo, telefone, etc….
pena que nessa lei de mercado nem sempre há retorno, investimento de alto risco e a garantia quem vai fornecer, a sogra por acaso?!?! hehehe

adorei o site, conheci através do zero hora em porto alegre, e vou procurar esse livro nas bancas, abraço!

 
Sun Tzu
2009-09-24 22:46:57

Aqui no Brasil temos 2 milhões a mais de mulheres na população, na Russia são 10 milhões…
A vantagem delas é que nos países onde existem mais mulheres, essa diferença não é tão grande. Imagina só o valor de uma mullher chinesa ou indiana, onde tem 38 e 35 milhões de homens a mais…

 

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