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	<title>Macho pero no Mucho</title>
	<link>http://machoperonomucho.uol.com.br</link>
	<description>Comportamento masculino, drogas, sexo e rock</description>
	<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 17:42:17 +0000</pubDate>
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		<title>Holandeses explicam caso da Uniban</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 11:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Careca</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Drogas]]></category>

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		<description><![CDATA[Você é uma mulher bonita? Mesmo? Sempre te elogiam? Tem todos os homens que quer? Nem sabe quem escolher?
Parabéns. Você está atrasando o progresso do mundo.
Agora é comprovado. As mulheres bonitas deixam a função cerebral dos homens bem mais lenta.
Um estudo feito pela Universidade de Radhound , na Holanda (por favor, não façam piadas), constatou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você é uma mulher bonita? Mesmo? Sempre te elogiam? Tem todos os homens que quer? Nem sabe quem escolher?</p>
<p>Parabéns. Você está atrasando o progresso do mundo.</p>
<p>Agora é comprovado. As mulheres bonitas deixam a função cerebral dos homens bem mais lenta.</p>
<p>Um estudo feito pela Universidade de Radhound , na Holanda (por favor, não façam piadas), constatou que os homens que fumam maconha perdem neurônios e por isso xavecam de-va-gar e apenas sorrindo.</p>
<p>Ok, é mentira. Droga. Eu mesmo não resisti.</p>
<p>Bom, o que a pesquisa indicou – agora de verdade - é que os homens perdem parte da cabeça diante de uma mulher apresentável.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, a explicação é simples. “Como os homens passam a gastar a maior parte da função cerebral para impressionar a mulher, eles acabam ficando com mais dificuldade para soletrar, somar ou até mesmo falar coisas inteligentes em uma conversa casual”, diz a reportagem.</p>
<p>Os caras até estipularam um número: 30%. Esta é a porcentagem da diminuição da função cerebral da molecada após vidrar numa pequena.</p>
<p>Ainda bem que o treco não é cumulativo.</p>
<p>Parece (apesar de a pesquisa não apontar) que depois de um tempinho nossa mente volta a raciocinar como antes (o que não é uma boa em certos casos).</p>
<p>E quem é casado com a Mônica Bellucci? Bom, para essa turma de holandeses, o Vincent Cassel deve ser o sujeito mais estúpido do universo (pra mim, é o mais esperto e sortudo, isso sim). Não peçam para ele fazer um teste de QI depois de dar uns amassos na patroa.</p>
<p><a href='http://machoperonomucho.uol.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/09/donkey.jpg' title='donkey'><img src='http://machoperonomucho.uol.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/09/donkey.thumbnail.jpg' alt='donkey' /></a></p>
<p>Vocês não adoram a ciência?</p>
<p>Então agora o “caso Uniban” (da garota violentada emocionalmente por uma horda de débeis mentais porque estava usando um vestidinho saliente) está mais do que explicado.</p>
<p>Sabem do que se trata não é? Não? Então procure aí na rede. É mais uma reportagem fundamental para entendermos nosso tempo.</p>
<p>A garotada simplesmente ficou mais estúpida diante da beleza da mocinha. Aí, claro, regrediram até a Idade da Pedra Lascadíssima e começaram a xingar, se estapear e fazer qualquer coisa, menos usar a razão conquistada depois de anos de batalha contra o preconceito, burrice e tal.</p>
<p>Teve macho ali que perdeu uns 99,9% da função cerebral.</p>
<p>Chamem os holandeses! </p>
<p>Com certeza eles gostariam de confirmar sua tese com as cobaias brasileiras.</p>
<p>Sei que tinham meninas também envolvidas nesse incidente revelador. Bom, o que aconteceu? O caso aí é apelar para nossos amigos cientistas e pedir uma análise, porque não consigo imaginar nada razoável que justificasse tal barbaridade.</p>
<p>O que foi aquilo?</p>
<p>(Cá entre nós, é óbvio que as pequenas que ofenderam a miss Uniban estavam com uma inveja desgraçada da garota; e os caras devem ser todos uns sujeitinhos porcamente amados – mas isso é um chute de alguém que nunca leu Freud, mas já fez análise.)</p>
<p>Imaginar que na época em que eu freqüentei o banco escolar, torcia desesperadamente para que as alunas e professoras aparecessem com a menor quantidade possível de roupas (ou nenhuma, de preferência).</p>
<p>Hoje, a donzela surge toda produzida, sexy, e em vez de aplaudir a iniciativa, a turma vaia? </p>
<p>Sei lá. Vou ligar agora mesmo para Radhound.</p>
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		<title>&#8220;Podem ficar com a realidade/ esse baixo astral/ em que tudo entra pelo cano/ eu quero viver de verdade/ eu fico com o cinema americano.&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 20:05:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Careca</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Frases]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Podem ficar com a realidade/ esse baixo astral/ em que tudo entra pelo cano/ eu quero viver de verdade/ eu fico com o cinema americano.&#8221;
Paulo Leminski
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Podem ficar com a realidade/ esse baixo astral/ em que tudo entra pelo cano/ eu quero viver de verdade/ eu fico com o cinema americano.&#8221;<br />
Paulo Leminski</p>
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		<title>&#8220;Se o Diabo entendesse de mulher, não tinha rabo nem chifre.&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 10:56:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gordo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Frases]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Se o Diabo entendesse de mulher, não tinha rabo nem chifre.&#8221;
Autor até agora desconhecido
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Se o Diabo entendesse de mulher, não tinha rabo nem chifre.&#8221;<br />
<strong>Autor até agora desconhecido</strong></p>
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		<title>Encontrar alguém é fundamental</title>
		<link>http://machoperonomucho.uol.com.br/2009/10/29/encontrar-alguem-e-fundamental/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 12:42:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gordo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Ah, Careca, meu velho, não é que encontrei o Armandinho e o bicho tá feliz da vida curtindo um novo amor, tal qual pinto no lixo, deixou para lá a bebedeira e se entregou de corpo e alma a uma pequena que arrebatou seu coraçãozinho tão machucado.
Confesso que me surpreendi. Armandinho está mais homem, sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, Careca, meu velho, não é que encontrei o Armandinho e o bicho tá feliz da vida curtindo um novo amor, tal qual pinto no lixo, deixou para lá a bebedeira e se entregou de corpo e alma a uma pequena que arrebatou seu coraçãozinho tão machucado.</p>
<p>Confesso que me surpreendi. Armandinho está mais homem, sem aqueles muxoxos intermináveis, mas ao mesmo tempo ele rejuvenesceu, tal qual uma flor de lótus que emerge do lodo das desventuras amorosas do passado. Ele está feliz!</p>
<p>Seus olhos brilham e sou até capaz de arriscar que o sujeito encontrou a mulher da vida dele. E não me venham os modernetes dizer que isso não existe, pois já encontrei a mulher da minha vida para aquela noite, para uma dada semana e até para me levar para o altar e trazer ao mundo uma filha linda de nome Beatriz.</p>
<p>Careca, achei muito bacana esse texto sobre o livro do Mlodinow, cacete, como se pronuncia esse treco, vixê! Mas convenhamos se não fizermos dessa vida uma busca interminável para perpetuarmos nossos genes, de que vale a vida? Vamos entregá-la a alguma grande empresa? Para alguma confissão tradicional ou tresloucada? </p>
<p>De todos os fundamentalismos, acho que não há nenhum que vença a nossa procura por eternidade e que inevitavelmente passa por reconhecer no outro o amor que procuramos, com todos os riscos e apuros que essa tarefa psico-biológica nos exige.</p>
<p>Não há andar de bêbado mais bonito do que daquele  palhaço triste que clama de bar em bar pelo amor não correspondido, que abraça o garçom como o melhor amigo e que conta àqueles que estão dispostos a ouvir os segredos de seu confessionário de alcova.</p>
<p>Verdade seja dita, o Palmeiras não ganhou o campeonato, aliás hoje o São Paulo é até este momento líder do Brasileirão, morram porcos (desculpem, não resisti), mas assim como nem toda estatítica dura e fria corresponde a realidade específica de cada um, temos a soma de nossas experiências individuais que tornam única nossa jornada a caminho do desconhecido, esse sim comum a todos.</p>
<p>Errar é uma delícia, acertar é bom demais e seguir tentando é a consagração do que podemos chamar de fogo do amor. Que a pira desse sentimento siga acesa dentro de cada um de nós, ainda que estejamos casados, sozinhos, com alguém do mesmo sexo ou até nos recônditos de nossos lares amando nossos cãezinhos de raça. </p>
<p>Vamos lá moçada,  e se seguirem o conselho do Careca, lembrem-se: “se forem dirigir não bebam, mas se forem beber me chamem”.</p>
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		<title>Encontrar alguém não é preciso</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 01:16:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Careca</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Rock'n roll]]></category>

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		<description><![CDATA[Cadê o Armandinho quando tenho um conselho útil pra dar? Esse nobre sujeito está desaparecido dos bares, cinemas e ruelas estreitas já faz algumas semanas. Ah, que tristeza entrar em contradição. Mas nunca pensei que sentiria falta de suas lamúrias e histórias fantasiosas.
Da última vez em que nos encontramos, o danado disse que estava abandonando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cadê o Armandinho quando tenho um conselho útil pra dar? Esse nobre sujeito está desaparecido dos bares, cinemas e ruelas estreitas já faz algumas semanas. Ah, que tristeza entrar em contradição. Mas nunca pensei que sentiria falta de suas lamúrias e histórias fantasiosas.</p>
<p>Da última vez em que nos encontramos, o danado disse que estava abandonando a caça amorosa, que nunca iria encontrar sua metade da laranja (nem do limão, pêra ou maçã), que odiava muito tudo isso, que o mundo conspirava contra seus sentimentos mais lúdicos e bonitos etc. e tal.</p>
<p>Pois aí vai um recado pra toda essa turma meio desesperada, que está cansada de procurar o amor, o tesão e a alegria: leiam “O Andar do Bêbado”, de Leonard Mlodinow.</p>
<p>Rapaz, é o melhor livro de auto-ajuda dos últimos anos. E olhem que odeio o termo auto-ajuda (apesar de ter sido inventado pelos fofinhos filósofos gregos, hoje esse gênero soa terrivelmente capenga).</p>
<p>Mlodinow é doutor em física pela Universidade da Califórnia, Berkeley, e já escreveu um livro com Stephen Hawking (aquele da casca de noz). Agora quer ver como te convenço que o cara é fera? Ele também colaborou nos roteiros das séries “MacGyver” e “Star Trek: The Next Generation”.</p>
<p>Pô, dá pra não escutar os conselhos de um pilantra que pensou em como o MacGyver poderia destruir o planeta usando um clipe, dois elásticos e um pouco de nitrato de sódio?</p>
<p>Basicamente, no livro “O Andar do Bêbado”, Mlodinow nos mostra que muitas coisas nas nossas vidas são tão previsíveis quanto o próximo passo de um sujeito embriagado.</p>
<p>O negócio é o seguinte: temos que confiar mais no acaso, na sorte. E menos nas estatísticas.</p>
<p>Deus não joga dados, mas Inri Cristo é bom pra cacete na sinuca. Então temos que confiar nos buracos certos.</p>
<p>Tem muita gente que lê os números e acha que o padrão está correto. Ficam presos nas estatísticas, na frieza dos planos cartesianos (sinceramente, não sei direito o significado da frase anterior).</p>
<p>De qualquer maneira, se fosse assim, o Palmeiras já teria vencido esse campeonato. É o melhor time, cacete.</p>
<p>Quem diria há algumas rodadas que o Flamengo do Adriano estaria beliscando uma Libertadores?</p>
<p><a href='http://machoperonomucho.uol.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/10/macgyver.jpg' title='macgyver'><img src='http://machoperonomucho.uol.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/10/macgyver.thumbnail.jpg' alt='macgyver' /></a></p>
<p>Aí volto para o Armandinho. Ele justamente mencionou sua desistência da vida porque das últimas 12 namoradas, nenhuma tinha vingado.</p>
<p>O que fazer? Estava comprovado pelos números. Matematicamente registrado: 100% de falha nos relacionamentos.</p>
<p>Não tem Elizabeth Taylor ou Barba Azul capaz de superar a tragédia amorosa do querido Armando.</p>
<p>Então, pra que tentar de novo? </p>
<p>Pois é isso que o danado do Mlodinow nos faz questionar.</p>
<p>Porque existe o acaso, a sorte, Armandinho. As coisas não são assim tão fáceis de prever, pô.</p>
<p>O livro segue enfileirando exemplos nos esportes, cinema, medicina, economia, sempre mostrando que tem muita coisa determinada em larga medida por eventos imprevisíveis.</p>
<p>E não é que as situações são assim mesmo?</p>
<p>Por isso não adianta você escapar daquela festa hoje porque acha que a maré não está sendo boa nos últimos cem dias. Bah. Danem-se os efeitos abrasivos do raciocínio lógico.</p>
<p>Lembro de todas as vezes que saí por aí, cão sem dono, à procura da batida perfeita, do encontro amoroso fatal, da tampa da panela.</p>
<p>Segundo estatísticas, eu poderia desfrutar de uma companhia agradável em determinados dias e lugares, seguindo perfis, usando as palavras certas, confiando nos números.</p>
<p><a href='http://machoperonomucho.uol.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/10/bebado.jpg' title='bebado'><img src='http://machoperonomucho.uol.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/10/bebado.thumbnail.jpg' alt='bebado' /></a></p>
<p>Nada aconteceu em nenhum desses momentos. Nada, meu povo. Secura de sentimentos.</p>
<p>Até que um dia, tão bêbado quanto o andarilho que dá titulo ao livro do Mlodinow, tropecei numa pequena encantadora e definitiva. Pura sorte. Justamente num dos piores momentos, quando tinha enfrentando a fúria de mil devaneios e pesadelos.</p>
<p>E pensem que foi um amor assim, rápido? Nada. Ao contrário de tudo, seguindo nosso mais novo mestre, o Mlodinow, eu confiei no&#8230; Quer saber? Tô com o Martinho: deixa a vida me levar/ vida leva eu.</p>
<p>Claro, o autor explica direitinho que devemos estar de olho, não desprezar totalmente os gráficos e probabilidades, mas que é bom estar de peito aberto para a aventura do acaso, isso é.</p>
<p>Então, Armandinho, por favor, volte para o mercado.</p>
<p>Como disse o elegante Matthew Shirts em sua crônica no “Estadão” a respeito desse mesmo livro, a gente só acerta quando tenta. E quanto mais vezes a gente erra, também mais chances temos de acertar.</p>
<p>O negócio é viver, moçada, sem medo de quebrar a cara.</p>
<p>Esta aí um físico e nerd ensinando muitos solitários a continuarem suas eternas buscas pela felicidade perdida.</p>
<p>Não desanimem. E deixem as estatísticas um pouco de lado.</p>
<p>(E bebam um tanto, é claro.)</p>
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		<title>&#8220;Não somos o que deveríamos ser, não somos o que queríamos ser, não somos o que iremos ser, mas, graças a Deus, não somos o que éramos&#8221;</title>
		<link>http://machoperonomucho.uol.com.br/2009/10/21/nao-somos-o-que-deveriamos-ser-nao-somos-o-que-queriamos-ser-nao-somos-o-que-iremos-ser-mas-gracas-a-deus-nao-somos-o-que-eramos/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 12:24:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gordo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Frases]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Não somos o que deveríamos ser, não somos o que queríamos ser, não somos o que iremos ser, mas, graças a Deus, não somos o que éramos&#8221;
 Martin Luther King
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Não somos o que deveríamos ser, não somos o que queríamos ser, não somos o que iremos ser, mas, graças a Deus, não somos o que éramos&#8221;</p>
<p> Martin Luther King</p>
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		<item>
		<title>Marlon Brando versus Jude Law</title>
		<link>http://machoperonomucho.uol.com.br/2009/10/16/marlon-brando-versus-jude-law/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 11:18:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gordo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Drogas]]></category>

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		<description><![CDATA[Ah, os ingleses, sempre eles. De acordo com uma pesquisa feita na Universidade de Sheffield, os anticoncepcionais podem estar mudando a maneira das mulheres verem os homens e trocando o padrão evolutivo que existia há 40 anos, ou seja, o fato das pequenas preferirem sujeitos cada vez mais feminilizados e andróginos estaria ligado ao advento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, os ingleses, sempre eles. De acordo com uma pesquisa feita na Universidade de Sheffield, os anticoncepcionais podem estar mudando a maneira das mulheres verem os homens e trocando o padrão evolutivo que existia há 40 anos, ou seja, o fato das pequenas preferirem sujeitos cada vez mais feminilizados e andróginos estaria ligado ao advento das pílulas.</p>
<p>Por isso nossas pequenas estariam trocando Marlon Brando e Sean Connery, sujeitos parecidos conoscos, por Jude Law e David Beckham, estes parecidos com os outros. Dá para acreditar? Quem diria que nosso glorioso Odair José, nosso filósofo de Morrinhos, que já chegou a ser chamado de Bob Dylan brasileiro, teria razão?</p>
<p>Quem lembra desta canção que transcrevo abaixo:</p>
<p>Já nem sei há quanto tempo<br />
Nossa vida é uma vida só<br />
E nada mais<br />
Nossos dias vão passando<br />
E você sempre deixando<br />
Tudo pra depois<br />
Todo dia a gente ama<br />
Mas você não quer deixar nascer<br />
O fruto desse amor<br />
Não entende que é preciso<br />
Ter alguém em nossa vida<br />
Seja como for<br />
Você diz que me adora<br />
Que tudo nessa vida sou eu<br />
Então eu quero ver você<br />
Esperando um filho meu<br />
Entao eu quero ver você<br />
Esperando um filho meu<br />
(refrão)<br />
Pare de tomar a pílula<br />
Pare de tomar a pílula<br />
Pare de tomar a pílula<br />
Porque ela não deixa o nosso filho nascer (3x)<br />
Você diz que me adora<br />
Que tudo nessa vida sou eu<br />
Então eu quero ver você<br />
Esperando um filho meu<br />
Então eu quero ver você<br />
Esperando um filho meu<br />
Pare de tomar a pílula<br />
Pare de tomar a pílula<br />
Pare de tomar a pílula<br />
Porque ela não deixa o nosso filho nascer (3x)</p>
<p>É ou isso ou acabar com o Jude Law, acho que a Baby, a dona da minha pensão, está cheia de razão, que venha o Jude Law, não é mesmo?</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Desabafos de uma mulher alfa</title>
		<link>http://machoperonomucho.uol.com.br/2009/10/13/desabafos-de-uma-mulher-alfa/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 22:24:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Careca</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Rock'n roll]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vezes a gente aqui faz algumas concessões. Tudo bem, vai. Estou mentindo. Sempre a gente abre as pernas. É só aparecer com algum envelope cheio de dinheiro (pela metade também tá valendo).
A Mulher Alfa conseguiu meu telefone. Tudo bem, vai. O nome dela não é Mulher Alfa, mas ela pediu anonimato. Depois de me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes a gente aqui faz algumas concessões. Tudo bem, vai. Estou mentindo. Sempre a gente abre as pernas. É só aparecer com algum envelope cheio de dinheiro (pela metade também tá valendo).</p>
<p>A Mulher Alfa conseguiu meu telefone. Tudo bem, vai. O nome dela não é Mulher Alfa, mas ela pediu anonimato. Depois de me xingar, acabar com o Gordo e dizimar 99% dos nossos leitores, começou a chorar. E exigiu que eu publicasse o texto abaixo.</p>
<p>Como eu escrevi ali no começo, não costumo ser tão fácil. Pra eu aceitar um negócio desses, vocês podem imaginar o quanto ela me pagou.</p>
<p>Tudo bem, vai. Que droga. Não consigo enganar vocês. Principalmente quando me olham desse jeito, me acusando de salafrário-explorador-vagabundo.</p>
<p>Não cobrei nada da Mulher Alfa. Apenas exigi qualidade no texto. E confesso que me surpreendi.</p>
<p>Claro que agora espero que ela me mande uma garrafa de Red. Mas enfim.</p>
<p>Vejam se a danada não foi pertinente e direto ao ponto.</p>
<p>Com vocês, a primeira parte do “Desabafos de uma mulher alfa”:</p>
<p>“Careca, serei sincera. Vou meio que escrever como eu falo, sem me preocupar muito com a pontuação ou ortografia, um treco meio Saramago, eu acho, ou Gordo, sei lá. Tô de cara com essa história de mulher alfa, crise dos homens, metrossexuais e sei lá mais o quê.</p>
<p>Tô aqui porque li seu artigo sobre as pequenas que bebem pra tirar a roupa. E sou uma delas. Não só isso. Sou dessas que se cobram, se matam e acabam pensando em experimentar outras garotas, porque homem tá foda (foi mal, mas não vou apagar isso, não).</p>
<p>Sabe o que acontece? Meu, a gente conquistou o espaço, meteu o pé na porta e tal. Agora, por causa de umas aproveitadoras, umas danadinhas, umas pilantras, toda a mulherada tem que levar a culpa? Nem toda mulher alfa morde, não. Nem toda mulher alfa late.</p>
<p>Gosto de homem. Adoro homem mesmo. Mas eles simplesmente me olham agora com ódio. Sério. Já que você falou do filme do Tarantino, eu me sinto a Shoshanna quando aquele idiota a enforca. Acho que contei demais. Você avisa que esse texto tem spoiler?</p>
<p>Ah, e também não quero dar para o Chico Buarque. Ele tá velho e gagá. Por que estou dizendo isso? Porque outro dia me disseram que isso é um sintoma de mulher alfa insensível e raivosa. Faça-me o favor. Entre o Chico Buarque e o Paulo Zulu, por que raios tenho que escolher o Buarque?</p>
<p><a href='http://machoperonomucho.uol.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/10/chacrete.jpg' title='chacrete'><img src='http://machoperonomucho.uol.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/10/chacrete.thumbnail.jpg' alt='chacrete' /></a></p>
<p>Não quero enrolar mais porque hoje ainda preciso fechar dois relatórios e assistir ao resto da temporada de ‘Gilmore Girls’. É, eu gosto de ‘Gilmore Girls’, de shows de humor, de bares e de trepar.</p>
<p>Isso te surpreende? Mesmo assim, sou chamada de mulher alfa raivosa e que detesta machos. Só porque ganho uma boa grana, escolho os caras com quem pretendo ficar, sou exigente e às vezes meio chatinha mesmo. Ei, e também curto ficar sozinha em alguns dias.</p>
<p>Porém, também fico de TPM, choro pra cacete à toa (ou melhor, à toa pra você, né), vejo “Bridget Jones” toda vez que passa na TV, tenho sonhos, pretensões, sou carinhosa, gosto de ser abraçada em público, faço lá minhas manhas etc. e tal.</p>
<p>Agora, a covardia dos machos, de vocês, me rotula de mulher alfa e pronto. Dane-se o resto. Viro uma monstrenga que pretende acabar com os caras todos, devorar cada um, como seu eu fosse a própria Vagina Dentata (você entende desses mitos?). É mais fácil, né? Em vez de entender, fala que é alfa e pronto. Coloca um selo e joga no correio.</p>
<p>Pô, Careca, que saco meu. Mulher Alfa também tem coração. E ele tá doendo demais (viu? Sou brega também).</p>
<p>Vamos conversar um pouco mais? Chega de meter o pau, falar que estamos insuportáveis, pentelhas, destruindo os meninos.</p>
<p>Não é só isso, meu. Não.</p>
<p>Como você mesmo disse, também estamos em crise, tentando entender nossos novos papéis e tal.</p>
<p>Outro dia vi uma reportagem muito legal com as Chacretes. Acho que foi na ‘Folha’ ou no ‘Globo’. E tinha uma foto delas na praia. Hoje. </p>
<p>Aquilo pra mim é o símbolo da mulher. Tá lá. As beldades, as belezuras, as cocotinhas de uma década. O que sobrou daquilo? Um olhar, um jeito feminino, uma maneira de tratar. Pensa o quê? Que é fácil ser gostosa? Nada. A gente vai envelhecer, será rejeitada e cabum.</p>
<p>Pensa que é fácil? Isso vocês não enxergam, tão nem aí, achando que com grana e um pouco de Viagra poderão pegar as meninhas eternamente.</p>
<p>No fim, todas nós somos chacretes na praia.</p>
<p>Certo, vou parar com isso. Estou me perdendo. Peço ajuda, Careca. Gostaria que você publicasse essas palavras. Parece que rola uma interação bacana no site de vocês.</p>
<p>Vamos tentar nos ajudar. Também preciso me entender.</p>
<p>Um beijo carinhoso,</p>
<p>Mulher Alfa (apesar de detestar esse nome).”</p>
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		<title>Os prazeres da vingança</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 12:41:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Careca</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Rock'n roll]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu gosto quando as coisas acontecem e você fala: “uau, parece filme”. Tudo no ritmo certo, com diálogos bacanas, música reforçando o clima e dramaturgia no ponto. Outro dia, uma dessas sequências apareceu na minha frente. Foi mais ou menos assim:
INT. – FREVINHO – DIA
Careca está sentando no Frevo, lanchonete velhusca da Augusta. É seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu gosto quando as coisas acontecem e você fala: “uau, parece filme”. Tudo no ritmo certo, com diálogos bacanas, música reforçando o clima e dramaturgia no ponto. Outro dia, uma dessas sequências apareceu na minha frente. Foi mais ou menos assim:</p>
<p>INT. – FREVINHO – DIA</p>
<p>Careca está sentando no Frevo, lanchonete velhusca da Augusta. É seu dia de folga. Ainda se recuperando de uma ressaca, pede Coca-Cola e um prato clássico do lugar: o famigerado Hamburgão. Trata-se de um hambúrguer de 200 gramas coberto por queijo e presunto. Acompanha fritas, banana milanesa, farofa de ovo, molho especial de maionese, tomate e alface.</p>
<p>Ele recebe o prato e dá um sorriso feliz para o garçom, seu velho conhecido. Antes de dar a primeira mordida, abre o livro “Bastardos Inglórios”, roteiro do Quentin Tarantino.</p>
<p>Aquela expectativa o deixa nas alturas. Em poucos segundos, ele poderá ler calmamente enquanto enche o bucho com absolutas porcarias.</p>
<p>Mas seu momento é interrompido por um chamado. Uma voz feminina, um pouco grossa, se dirige a ele. É Paula, amiga de longa data. Porém, não se viam há um ano.</p>
<p>PAULA – Careca, meu filho. Eu sabia.</p>
<p>Careca leva um susto, vê seu confortável lanche escorrer pelas mãos. Olha desolado para o prato.</p>
<p>CARECA – Paula? Não acredito. Senta aí mulher.</p>
<p>Paula nem titubeia. Senta e já começa a falar. Na mão, ela carrega o DVD do filme “Grey Gardens”.</p>
<p>PAULA – Meu, que loucura. Puta coincidência. Te vi lá de fora e não resisti.</p>
<p>CARECA – Bom te ver também. E aí? Que cê ta fazendo?</p>
<p>PAULA – (Mostra o DVD) Documentários. Cara, tô numa agora de docs. Cê já viu esse dos irmãos Maysles? Foda.</p>
<p>CARECA – Vi. O que são essas duas mulheres?</p>
<p>PAULA – Oh, mas não quero te atrapalhar. Cê tá com o mesmo número de telefone? Aí eu te ligo e marcamos alguma coisa.</p>
<p>CARECA – Não quer ficar mesmo?</p>
<p>PAULA – Beleza, vai. Um chope então. Quer dizer, dois, porque não vou admitir Coca nessa mesa.</p>
<p>CARECA – Tô ressacado, mas vamos nessa. A ocasião merece.</p>
<p><a href='http://machoperonomucho.uol.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/10/bastard-2.jpg' title='bastard 2'><img src='http://machoperonomucho.uol.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/10/bastard-2.thumbnail.jpg' alt='bastard 2' /></a></p>
<p>Paula pede os chopes.</p>
<p>PAULA – E aí, meu. Quanto tempo, Careca. (Reparando no livro) Ah não! Tarantino, véio. Já viu?</p>
<p>CARECA – Inda não. Só lendo o roteiro. Fodaço.</p>
<p>PAULA – É demais né? Tô meio por fora desse aí.</p>
<p>CARECA – “Bastardos Inglórios”, com o Brad Pitt. Baita história.</p>
<p>PAULA – Sobre o quê?</p>
<p>CARECA – Basicamente&#8230; vingança. Um “Kill Bill”. Só que imagine a Uma Thurman judia e a turma do Bill como se fossem nazistas. Uns doidos caçando alemães no final da Segunda Guerra. O tenente Aldo, interpretado pelo Brad Pitt, é chamado de “Apache” porque tira o escalpo dos nazistas mortos. Vai vendo&#8230;</p>
<p>PAULA – Sobre vingança é? Sobre a melhor coisa do mundo então.</p>
<p>Os chopes chegam. Eles brindam.</p>
<p>CARECA – E o que você sabe sobre vingança?</p>
<p>PAULA – Ah, Careca&#8230; Eu acho que o Tarantino deve manjar disso. Mas quer ouvir uma história de verdade sobre vingança?</p>
<p>CARECA -  Tô aqui pra isso.</p>
<p>PAULA – Então escuta isso, Careca. Lembra do Caio, meu marido?</p>
<p>CARECA – Claro. Como ele tá?</p>
<p>PAULA – Mais ferrado que eleitor em dia de eleição. Não sabe o que fazer. Perdidaço, Careca. E sabe por quê? Por minha causa. Arrebentei com a vida do sujeito. Parece que levou uma bordoada com taco de beisebol bem no meio do cocuruto.</p>
<p>CARECA – Cacete. Mas o que foi? Ele parecia ser tão bacana.</p>
<p>PAULA – Era muito bacana, Careca. Era. Até eu descobrir que ele me traía gostosamente com uma conhecida nossa. Que, aliás, também era casada.</p>
<p>CARECA – Que chato, meu.</p>
<p>PAULA – Não, Careca. Foi maravilhoso. Porque eu pude experimentar a vingança, o prazer que dá você simplesmente criar suas próprias regras e partir pra cima. Isso sim é adrenalina. No rules, my frendo.</p>
<p><a href='http://machoperonomucho.uol.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/10/bastar-1.jpg' title='bastard 1'><img src='http://machoperonomucho.uol.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/10/bastar-1.thumbnail.jpg' alt='bastard 1' /></a></p>
<p>CARECA – Deu uma de Lorena Bobbit e cortou o pau do cara?</p>
<p>PAULA – Não, Careca. Você me conhece. Gosto de planos elaborados, de coisas cinematográficas. Se cortar o pinto fosse inédito, beleza. Mas não. Eu descobri tudo e fiquei quieta. Não falei nada pra ninguém. Me fiz de morta. E planejei minha vingança. Ah, que dias maravilhosos foram aqueles.</p>
<p>CARECA – Sei&#8230; O tenente Aldo fala um negócio no filme do Tarantino. A linha é assim: “Os membros do Partido Nacional Socialista conquistaram a Europa por meio de assassinato, tortura, intimidação e terror. E é exatamente isso que faremos com eles”. Ou seja, ele simplesmente pensava em devolver na mesma moeda. E isso é vingança.</p>
<p>PAULA – Disse tudo. Ainda mais aquele calhorda, sujo, porco, vagabundo do Caio. Anos me cobrando, me enchendo o saco, me enlouquecendo com a maldita fidelidade. Ele não deixava eu fazer nada com medo dos chifres. E eu obedecia. Enquanto isso, ele lá, conquistando a Europa.</p>
<p>CARECA – Saquei. Acho que você nem precisa ver o filme.</p>
<p>PAULA – Bom, mas eu tive minha vingança. Não vou me alongar, Careca, porque sei que seu almoço é sagrado. Então, antes do último gole do chope te digo: eu tirei o escalpo do Caio. Joguei o jogo. Sabe o que eu fiz? Descobri tudo sobre a garotinha que estava com ele e a conquistei. Sim, meu amigo, pode engasgar aí com a farofa. Foi difícil, mas me transformei numa devoradora de mulheres, numa sapa imperdível e irresistível. E levei ela comigo. Roubei a amante dele.</p>
<p>CARECA – Isso foi sujo.</p>
<p>PAULA – E não foi só isso. Fiz primeiro ela terminar com ele. E depois, pedi a mão dele em casamento. O garotão lá, todo frágil com o fim do motelzinho da tarde, aceitou e parece que intimamente resolveu ficar quietinho, só comigo. Mal sabia ele que deixei o babaca gastar os tubos com cerimônia e o caramba. E na véspera, desmarquei e contei toda a história pra ele. E fui embora com a menina. Moramos um ano em Nova Iorque.</p>
<p>CARECA – E você gostou dessa vingança?</p>
<p>PAULA – Sabe de uma coisa, Careca? Acho que essa deve ser a minha obra-prima. Acredito que não farei nada tão lindamente elaborado na minha vida. Sei não, mas esse sentimento é complicado. Não há regras.</p>
<p>CARECA – Sinceramente espero que eu não tenha feito nada de errado com você. E nem que você tenha um bastão embaixo da mesa apontado para o meu saco.</p>
<p>PAULA – Rara. Saiba que tem muito amante por aí, muita gente mesmo, que despreza o poder da vingança, que acha que essa catarse jamais irá lhe atingir, que todos são razoáveis e tal. Sei. O amor não é nada razoável. Nada razoável. A vingança é um sentimento que tem que ser levado em consideração. Entendeu? Perdoar, ok. Mas se você quiser se vingar&#8230; Por que não?</p>
<p>CARECA – Posso escrever isso no site?</p>
<p>PAULA – Nem ferrando. Quer dizer, até pode. Mas faz daquele seu jeito. Muda os nomes, acrescenta umas mentiras e boa. Você é bom nisso.</p>
<p>CARECA – Vou encarar como um elogio. Mais um chope?</p>
<p>PAULA – Ora, ora. E dessa vez vamos fazer um brinde decente. E comemorar a oportunidade que todos nós temos de nos vingar daqueles que insistem em machucar nossas vidas.</p>
<p>CARECA – No cinema essas coisas me parecem mais seguras.</p>
<p>PAULA – Cada um escolhe o melhor jeito de se vingar, certo?</p>
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		<title>Com mulher de bigode, nem o diabo pode</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 12:38:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gordo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Drogas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em uma das minhas empreitadas interior adentro, ouvi de um pedreiro pernambucano, cabra-macho, made in Garanhuns, uma frase que resume um pouco nossa atual situação frente as mulheres cada vez mais independentes e machas: “Com mulher de bigode nem o Diabo pode!”.
Sabedoria popular é f&#8230;. Basicamente, hoje, nós homens nos encontramos direto e reto com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma das minhas empreitadas interior adentro, ouvi de um pedreiro pernambucano, cabra-macho, made in Garanhuns, uma frase que resume um pouco nossa atual situação frente as mulheres cada vez mais independentes e machas: “Com mulher de bigode nem o Diabo pode!”.</p>
<p>Sabedoria popular é f&#8230;. Basicamente, hoje, nós homens nos encontramos direto e reto com mulheres de bigode, nos nossos escritórios, nos cinemas, nos teatros, nos estacionamentos e alguns de nós até mesmo nos nossos lares.</p>
<p>Ora, se nem o Coisa-ruim, o Pestilento, Caifás, Asmodeu, Sacripantas, Demônio, Exu, agüenta, quem dirá nós, réles mortais.</p>
<p>Sei que algumas pequenas vão berrar que as mulheres começaram a ganhar bigode graças a uma adaptação seletiva evolutiva porque o mundo ficou cheio de homens sem colhões, o que também empiricamente podemos notar, basta ver na Paulista os tais desfilando com os poddles, lhasas e outros cães de madame, que lá no fundão onde fui criado o sujeito homem jamais sairia na rua com um deles.</p>
<p>Gente, o que foi que aconteceu com o bom e velho: foda-se! Ninguém mais manda ninguém tomar&#8230; Se continuar essa pasmaceira, logo mais veremos as mulheres abrirem mão de tentar reproduzir “in natura” e se entregar de vez as clínicas de fertilização, exceção feita a aquela do amigo da Hebe, Dr. Roger, é claro! </p>
<p>Ninguém segura esse rojão, falta cultura para cuspir nas esculturas, mas convenhamos as mulheres de bigode estão dando show. Primeiro foi Hillary Clinton com um estômago blindado agüentar as trapalhas e calhordices do marido, depois apareceu a Condolezza cheia de ódio a espalhar a guerra pelo planeta e daqui a pouco serão as nossas meninas a acabar com a gente. O antigo slogan operário nunca foi tão necessário, claro com uma roupagem moderna, né: “machos do mundo, uni-vos!”</p>
<p>Temos de começar a brigar pelo nosso espaço, sabe aquele puta amigo a quem você jurou eterna amizade e sempre atendia o celular com um sonoro filho da puta, mas veio o casamento, o trabalho, os filhos e aquele amigão se dobrou a uma megera e você ficou quieto. Rebele-se, se ela se intrometer não se acovarde e diga na lata: filha, meu amigo é ele, não me encha o saco, ok?</p>
<p>Se não adiantar a sutileza da mensagem anterior, solte um: “Porra, estou falando com ele KCT, será possível?”.</p>
<p>Agora se ela retrucar e o banana ficar com aquela cara de paisagem, aproveite, respire fundo e grite: “Vá tomar no&#8230;.”.</p>
<p>Resolve? Não, definitivamente não vai resolver nada, mas acredite você vai se sentir muito melhor.</p>
<p>PS: O banana vai fingir que se ofendeu, mas no fundo vai urrar de alegria por alguém finalmente ter falado o que pensa na cara de megera e vai passar a sair com você escondido, sem o consentimento da patroa, e o que é melhor sem a companhia dela. Você venceu o primeiro round.</p>
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